Você vai navegar num barco pontão pelo coração entrelaçado das Ten Thousand Islands nos Everglades, guiado por locais que conhecem cada curva e história. Prepare-se para ver de perto a vida selvagem — golfinhos, garças — e momentos de silêncio só com o som do vento e da água. O passeio é acessível para cadeirantes e tem banheiro a bordo para seu conforto, para você curtir cada instante selvagem da Flórida que fica na memória.
Sim, tanto o transporte quanto todas as áreas do barco são acessíveis para cadeirantes.
O passeio dura cerca de duas horas.
Sim, há banheiro a bordo para o conforto dos visitantes.
É possível avistar golfinhos, peixes-boi, tartarugas e várias aves durante o passeio.
Não, o passeio sai do Centro de Visitantes Marjory Stoneman Douglas.
Sim, bebês e crianças pequenas são bem-vindos; carrinhos de bebê podem ser levados a bordo.
Sua experiência inclui um passeio guiado de barco pontão pela Baía de Chokoloskee e Everglades City, dentro do território das Ten Thousand Islands, com comentários de guias locais ou às vezes de guardas do parque — além de banheiro a bordo para seu conforto durante toda a viagem.
Mal terminei meu café quando já estávamos deslizando para longe do Centro de Visitantes Marjory Stoneman Douglas, o sol começando a romper aquela névoa densa da Flórida. Nosso guia, Mike — que cresceu por aqui, dava para perceber — apontava como os manguezais se entrelaçam, quase como se guardassem segredos. O ar estava pesado com aquele cheiro doce e terroso que só se sente nessas paragens. Fiquei de olho na água, tentando avistar um peixe-boi (sem sorte no começo), mas de repente um garça branca levantou voo bem ao nosso lado. Levei um susto tão grande que quase deixei o celular cair.
A Baía de Chokoloskee é mais ampla do que eu imaginava — meio que parece não ter fim — e quando o motor do barco desacelera, tudo fica num silêncio estranho. Dá para ouvir os pássaros cantando e, às vezes, algo bate na água longe, mas você não consegue ver o que é. Mike contou como as pessoas viviam aqui em casas sobre palafitas, pescando e driblando furacões. Ele riu quando tentei falar “Chokoloskee” (com certeza estraguei a pronúncia). Teve um momento em que golfinhos apareceram perto da proa e todo mundo ficou em silêncio, menos uma criança que sussurrou “uau”, como se tivesse visto mágica.
Passamos também por Everglades City — é pequena, mas tem uma vibe antiga que fica marcada. Já soprava uma brisa vinda da água, com cheiro de sal e algo verde que não consegui identificar. Alguém perguntou sobre jacarés; Mike deu de ombros e disse que eles estão por aqui, mas são mais tímidos do que a gente imagina. Gostei dessa sinceridade. Tem banheiro a bordo (o que foi ótimo depois de dois cafés), e sinceramente foi bom não precisar me preocupar com isso, só ficar olhando o céu mudando de cor sobre as ilhas. Acho que o passeio durou umas duas horas? O tempo lá fora parece meio diferente.
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