Você vai se aventurar fundo em Bryce Canyon com guias locais que conhecem cada atalho e história por trás dos hoodoos. Espere conversas reais, lanches sempre que precisar e momentos de silêncio que dizem mais que palavras. Se quer um dia que fique na memória muito depois de tirar as botas, esse é o passeio.
O passeio dura cerca de 5 horas e percorre 10 km.
Sim, o transporte em veículo com ar-condicionado está incluso.
Use calçados confortáveis para trilha e roupas para mudanças de clima; lanches e água são fornecidos.
Sim, barrinhas de granola e frutas são oferecidas ao longo do caminho.
A caminhada exige boa forma física devido ao ganho de altitude e altura acima de 2.400 metros.
Bebês devem ficar no colo de um adulto; não é recomendado para quem tem sensibilidade à altitude ou condições de saúde específicas.
Guias locais com profundo conhecimento das trilhas e da geologia do Bryce Canyon lideram o passeio.
Seu dia inclui transporte com ar-condicionado saindo próximo a Bryce Canyon, bastante água para manter a hidratação na altitude, todas as barrinhas de granola e frutas que precisar, além de cinco horas explorando com guias locais que conhecem cada atalho e história para contar.
Já imaginou como é caminhar entre aquelas formações rochosas incríveis que você só vê nas fotos de Bryce Canyon? Eu também tinha essa curiosidade — até nosso guia, Ben (que cresceu ali perto), nos encontrar no estacionamento e distribuir barrinhas de granola com um sorriso que parecia dizer “vamos aprontar algo”. Entramos na van com o ar-condicionado ligado e partimos antes que eu pudesse pensar demais no desafio da altitude. Tem algo especial em estar com alguém que sabe exatamente quais trilhas estão cheias e quais estão esperando só por você.
A caminhada não é moleza — são 10 km em formato de 8, e você sente cada metro (minhas panturrilhas ainda lembram). Mas teve um momento no meio do caminho em que o sol bateu nas falésias cor-de-rosa de um jeito tão estranho que até o Ben parou de falar sobre geologia. Só dava pra ouvir o vento passando pelos pinheiros retorcidos. Ele nos ensinou a identificar os pinheiros bristlecone (mais velhos que muitos países) e contou que “hoodoo” vem da língua dos Paiute. Tentei falar direito — Li riu quando eu errei, mas pelo menos tentei.
Não esperava me importar com as camadas das rochas ou por que a terra aqui cheira quase doce depois da chuva — mas me importo agora. O ar lá em cima é tão rarefeito que tudo parece mais nítido: as agulhas de pinheiro sob as botas, o gosto da água gelada da garrafa, até o som da sua voz ecoando no anfiteatro vazio. Teve um trecho em que ninguém falou nada por um tempo — não era silêncio constrangedor, era aquele silêncio bom. É engraçado o que fica na memória depois de cinco horas de trilha; pra mim, foi aquele silêncio e a história do Ben sobre a avó dele vendo a primeira neve ali quando era criança. Enfim, se você topar, esse passeio de um dia em Bryce vai te deixar pensando em muito mais do que só os passos dados.
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