Viaje pelo dramático Turnagain Arm do Alasca saindo de Anchorage com um guia local, parando para ver geleiras e animais selvagens antes de explorar 140 acres no Alaska Wildlife Conservation Center. Prepare-se para o ar gelado do inverno, encontros próximos com alces e bisões resgatados, e histórias que vão ficar com você muito depois das botas secarem.
A viagem pela Seward Highway dura cerca de uma hora em cada sentido, dependendo do clima.
Você verá alces, bisões, bois-almiscarados, renas, linces, ursos e outras espécies nativas do Alasca.
Não, o passeio não inclui almoço; leve lanches ou coma antes ou depois do tour.
Sim, há paradas em pontos panorâmicos como Beluga Point para fotos e apreciar a vista.
O passeio exige condicionamento moderado; não é recomendado para quem tem lesões na coluna ou problemas cardíacos.
Sim, todas as taxas e impostos estão incluídos no valor da reserva.
Há opções de transporte público próximas, mas verifique os detalhes antes de reservar.
Vista roupas quentes, botas impermeáveis e roupas em camadas, já que você ficará ao ar livre na neve e no frio.
Seu dia inclui todas as taxas de entrada e impostos para atrações como o Alaska Wildlife Conservation Center; você viajará de van pela Seward Highway com paradas em Beluga Point e na geleira Portage antes de voltar para Anchorage. Não há refeições incluídas, então leve lanches se quiser — só não esqueça de se agasalhar bem!
“Cuidado para não escorregar!” foi o aviso da nossa guia, Jamie, assim que descemos da van em Beluga Point. Sorri, porque, para ser sincera, eu já estava quase deslizando na neve compactada — minhas botas de cidade não davam conta do Alasca. O ar tinha aquele frescor cortante que só se sente por aqui. Ficamos ali, só ouvindo por um instante — o vento distante soprando nas montanhas, aquele silêncio estranho que a neve traz. Jamie apontou onde as belugas aparecem no verão (hoje não — frio demais para as baleias e para mim nadar). Mas a vista do Turnagain Arm? Parecia não ter fim. Tentei tirar uma foto, mas ficou sem graça perto da realidade. Acho que só estando lá para sentir de verdade.
A viagem pela Seward Highway parecia um álbum da National Geographic — uma geleira atrás da outra, nomes como Byron e Shakespeare jogados como velhos conhecidos. Em certo ponto, Jamie diminuiu o ritmo para mostrarmos pegadas de animais na neve fresca à beira da estrada. Ela contou como a geleira Portage já ocupava todo esse vale; hoje, só dá para ver pedaços de gelo azul entre as montanhas. É impressionante ver esses vestígios de um mundo antigo enquanto seu próprio fôlego embaça a janela.
Não esperava me emocionar no Alaska Wildlife Conservation Center, mas... aconteceu. Você caminha por trilhas largas e nevadas, passando por bois-almiscarados com seus pelos longos e bisões aglomerados contra o vento. Um alce nos observava com aqueles olhos grandes e escuros — parecia que ele me avaliava mais do que eu a ele. Jamie explicou que a maioria desses animais foi resgatada: atropelados, filhotes órfãos, até um urso curioso demais com as lixeiras de Anchorage (quem nunca, né?). Ver esses animais de perto deixa uma marca que nenhum souvenir consegue.
Terminamos com os dedos dormentes e o rosto formigando de frio, mas ninguém queria ir embora ainda. Alguém perguntou se veríamos aurora boreal por ali; Jamie deu de ombros e disse “talvez hoje à noite”. Ainda penso naquele alce às vezes — o jeito que ele piscou devagar na luz pálida da tarde — e, sim, minhas botas nunca secaram direito depois de tanto caminhar na neve.
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