Explore as antigas cavernas de vinho em Requena, deguste vinhos Bobal com uma sommelier, caminhe por vinhedos ensolarados de uma vinícola familiar e aproveite um almoço descontraído na vila com mais vinho do que você vai lembrar. Um passeio de um dia saindo de Valência que fica na memória.
Fica a cerca de uma hora de carro a oeste do centro de Valência.
Sim, o traslado do hotel ou porto está incluído na ida e volta.
Sim, o tour inclui duas degustações separadas de vinho.
Sim, um almoço completo de três pratos com vinhos locais está incluído.
Sim, o tour é acessível para cadeirantes — basta avisar com antecedência para organizar tudo.
Usamos um SUV elétrico MG ZS para até 4 pessoas; veículos maiores podem ser solicitados.
O tour não é recomendado para crianças com 12 anos ou menos.
O seu dia inclui traslado privativo do hotel ou porto em Valência com guia sommelier, entrada nas históricas cavernas de vinho de Requena para a primeira degustação, visita guiada pelos vinhedos e vinícola familiar com segunda degustação, além de um almoço de três pratos na vila harmonizado com vinhos locais, antes do retorno confortável.
Eu não fazia ideia do que “Utiel-Requena” significava até fazer essa viagem. O nome parecia até inventado — mas, conforme deixávamos Valência para trás e as plantações começavam a aparecer, percebi que era bem perto. Nossa guia, Marta (que é sommelier de verdade), começou a contar sobre a uva Bobal e, sinceramente, eu nunca tinha ouvido falar dela antes. Ela riu quando tentei pronunciar em espanhol — até hoje não sei se acertei.
A primeira parada foi na vila de Requena. Lá embaixo do centro histórico, tem umas cavernas que cheiram a pedra fria e um cheiro de terra molhada, como barro depois da chuva. Entramos em uma delas, seguindo o feixe da lanterna da Marta sobre potes de barro antigos que pareciam relíquias de museu. Foi lá que ela serviu a primeira degustação — um vinho branco que, por algum motivo, parecia mais intenso no subterrâneo. O silêncio era quase total, só se ouvia o barulho dos sapatos no piso lá em cima.
Depois fomos a uma vinícola do século XIX, cuidada por uma família que está nessa há gerações (o tio do dono até acenou pra gente do trator). Caminhando entre as videiras, sentia o sol batendo no braço — não quente demais, só o suficiente pra fazer a gente apertar os olhos. Dentro da vinícola, o cheiro era de barris de carvalho e um toque adocicado. Provamos mais três vinhos; um deles tinha um toque apimentado tão forte que precisei pedir pão.
O almoço foi de volta na vila — três pratos, muita risada (e mais vinho). Tentei lembrar o nome de cada prato, mas desisti depois do segundo copo. A volta para Valência foi tranquila, com aquele clima gostoso de sono leve. Às vezes ainda lembro do ar fresco das cavernas ou de como a Marta descreveu sua garrafa preferida — ela disse que dá pra sentir o clima daquele ano no sabor, se prestar atenção. Quem sabe da próxima eu consiga perceber também.
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