Você vai subir do sul de Tenerife até as alturas selvagens do Teide para ver o pôr do sol acima das nuvens, jantar num restaurante local (com vinho, se quiser), e depois curtir uma verdadeira observação de estrelas com telescópios, enquanto os guias apontam constelações e planetas. Prepare-se para o frio, risadas na sopa e um silêncio de verdade sob o céu vulcânico.
Sim, o transfer está incluído nos pontos de encontro em Costa Adeje, Playa Las Américas e Los Cristianos, no sul de Tenerife.
Você terá uma refeição de três pratos num restaurante local: sopa de legumes, pão com molho canário, frango assado com batatas e salada (há opções veganas, vegetarianas e sem glúten).
Sim, crianças são bem-vindas e têm menu especial (nuggets de frango com batata frita). Também há cadeirinhas para bebês.
A observação das estrelas acontece por volta dos 2000 metros de altitude no Teide.
Leve roupas quentes ou um casaco extra — faz frio depois do pôr do sol em altitude.
Sim, vinho tinto e branco local, água, 7UP e Pepsi estão incluídos; outras bebidas podem ser compradas no bar.
Sim, eles ensinam como usar a câmera do celular para capturar estrelas e a Via Láctea.
O dia inclui transfer em veículo com ar-condicionado de locais selecionados no sul de Tenerife, jantar de três pratos num restaurante local com vinho ou refrigerantes (opções vegetarianas, veganas e sem glúten disponíveis), orientação para fotos do céu noturno com celular, uso de telescópios potentes e lasers para identificar constelações — e retorno ao ponto de partida após a observação sob o céu do Teide.
Não esperava que meus sapatos fizessem tanto barulho ao pisar na lava antiga. O ar lá em cima no Teide estava fino e um pouco gelado, mesmo eu tendo levado um casaco extra (nosso guia já tinha avisado). Acabávamos de jantar numa churrascaria simples da região — a sopa de legumes embaçava meus óculos, o frango assado tinha um sabor defumado e caseiro, e aquela tal de molho mojo canário que até hoje não consigo pronunciar direito. A Li riu quando tentei falar em espanhol — provavelmente estraguei tudo. Teve um momento em que o vinho de alguém pegou o último raio de sol pela janela e todo mundo ficou em silêncio, como se percebêssemos que estávamos longe da agitação das praias.
Depois disso, seguimos subindo o Teide para ver o pôr do sol. O céu mudou do dourado para um roxo estranho, meio machucado, sobre o vulcão. A guia (acho que se chamava Marta?) distribuiu casacos para quem estava com frio e mostrou como as nuvens ficavam lá embaixo — parecia que estávamos olhando para um mar de algodão. Ela ensinou a tirar fotos da Via Láctea no celular (eu não consegui, mas ela tentou ajudar). As pedras vulcânicas eram ásperas ao toque, e havia um cheiro forte, meio metálico? Não sei se era normal ou só minha cabeça inventando.
Quando escureceu o suficiente para ver as estrelas, a Marta montou uns telescópios enormes. Usou um laser verde para desenhar as constelações — o Cinturão de Órion estava mais nítido do que eu já tinha visto. Alguém perguntou pelo Saturno e ela achou rapidinho; dava para ver os anéis se você apertasse os olhos do jeito certo. O silêncio só era quebrado por sussurros e risadinhas ao ver as fotos. Lembro de pensar: é impressionante como a gente se sente pequeno lá em cima, mas de um jeito bom. Só... tranquilo. Até hoje penso naquela vista quando as luzes da cidade não me deixam dormir.

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