Participe de um grupo pequeno para observar baleias em Tenerife com um biólogo marinho local—escute as baleias debaixo d’água, aviste golfinhos perto de Costa Adeje e receba fotos da vida marinha depois do passeio. Espere conversas sinceras, contato respeitoso com a natureza e momentos inesperados que ficam na memória muito tempo depois.
O passeio dura cerca de duas horas, saindo da Marina Puerto Colón.
O passeio parte do píer Pantalán nº 3 na Marina Puerto Colón, Costa Adeje.
Sim, um biólogo marinho acompanha e comenta ao vivo durante todo o passeio.
Sim, as fotos da vida marinha tiradas durante o passeio são enviadas por e-mail depois.
Sim, os participantes escutam as baleias e golfinhos usando um hidrofone a bordo.
Os passeios saem diariamente às 9h30, 12h e 14h30.
Não, os participantes devem se encontrar na Marina Puerto Colón antes da saída.
O grupo máximo é de 10 pessoas por barco.
O seu dia inclui encontro com o biólogo marinho na Marina Puerto Colón antes de embarcar em um barco exclusivo com assentos acolchoados e sombra; comentários educativos ao vivo durante o passeio; uso do hidrofone para ouvir baleias e golfinhos; todos os impostos locais inclusos; além de fotos profissionais da vida marinha enviadas por e-mail após o passeio—sem custos extras ou taxas escondidas.
“Você ouviu isso?” nossa guia, Marta, sussurrou assim que o motor do barco diminuiu o som. Eu ainda segurava meu café da marina (deveria ter terminado antes — metade caiu no meu short). O mar na costa de Costa Adeje estava mais calmo do que eu esperava, só o barulho das gaivotas atrás da gente e aquele cheiro meio salgado no ar. Estávamos a uns quinze minutos da Marina Puerto Colón, o sol já aparecendo, mas sem esquentar demais. O barco era simples, mas confortável — bancos acolchoados, sombra na medida certa, nada de luxo, mas gostoso. Éramos só seis pessoas além da Marta e do capitão, então parecia um passeio bem particular. Ela passou umas cartas plastificadas com fotos de calderões e golfinhos. Tentei falar “calderón tropical” direito — Li riu quando eu tentei falar em espanhol; acho que nem cheguei perto.
Ficamos à deriva por um tempo até a Marta montar o hidrofone — ela chamou de “microfone mágico”. O som que veio não era nada do que eu imaginava. Parecia portas rangendo e assobios distantes, nada parecido com as baleias dos filmes. Todo mundo ficou em silêncio para escutar; até as crianças pararam de se mexer por um momento. Aí alguém viu um pequeno grupo emergindo a uns 30 metros — formas escuras rolando logo abaixo da água. Ninguém gritou nem correu para a beirada (a Marta já tinha explicado para manter a calma e não assustar os animais). Ela apontou as cicatrizes e explicou como identificam cada baleia aqui perto de Tenerife. Gostei de ver que ela realmente se importa com esses animais — dava para sentir na forma como falava dos comportamentos e das rotas de migração.
Eu achava que para ver baleias em Tenerife precisaríamos ir muito longe, mas na real não estávamos longe da costa (uns cinco quilômetros no máximo). O capitão mantinha o barco firme enquanto a Marta tirava fotos (ela disse que mandaria por e-mail depois). Em um momento, um golfinho saltou bem na proa — um flash rápido de prata e sumiu antes de alguém conseguir pegar o celular. Alguém perguntou se tinha garantia de ver algo; a Marta só sorriu e falou que eles sempre fazem o possível, mas a natureza é quem manda. Achei essa sinceridade ótima.
De volta à Marina Puerto Colón, percebi que meus ombros estavam queimados mesmo com a sombra (não esqueça o protetor solar!). Trocamos histórias com outro grupo que estava se preparando para embarcar — todo mundo parecia animado depois daquela experiência. Ainda penso nos sons do hidrofone quando tudo fica muito silencioso em casa.
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