Você vai caminhar por vinhedos com vista para o Atlântico, provar quatro vinhos canários harmonizados com queijos locais e ouvir histórias da sua guia sobre as tradições vinícolas de Tenerife. Com grupos pequenos e tours em inglês e espanhol, é uma forma tranquila de sentir os sabores da ilha — e talvez descobrir uma combinação que vai querer repetir muito depois.
A degustação inclui quatro vinhos diferentes das Canárias.
Sim, cada vinho é acompanhado por um queijo local diferente das Ilhas Canárias.
Sim, os tours são oferecidos em inglês e espanhol.
A atividade dura cerca de 90 minutos.
O grupo máximo é de 10 pessoas.
Não, o tour inclui apenas a degustação de vinhos e queijos.
Sim, opções vegetarianas estão disponíveis se solicitadas no momento da reserva.
Sim, a vinícola é acessível para cadeirantes.
Os tours em inglês acontecem aos sábados e domingos, às 11h e 17h.
Sua visita inclui um tour guiado pela Bodegas Monje com um guia local especialista que compartilha histórias em espanhol e inglês. Você vai provar quatro vinhos canários, cada um harmonizado com queijos regionais, tudo em grupos pequenos para uma experiência mais íntima.
Mal pisamos no terraço da Bodegas Monje, o vento trouxe aquele cheiro salgado e terroso das videiras — difícil de descrever, mas parecia estar no quintal de alguém, não em um ponto turístico lotado. Nossa guia, Marta, acenou sorrindo e começou a falar sobre o solo vulcânico de Tenerife. Ela tinha um jeito de fazer a gente se sentir como se estivesse batendo papo tomando café, e não em um tour. Eu não conseguia parar de olhar a vista — fileiras de parreiras descendo em direção ao mar, nuvens correndo rápido no céu.
A degustação veio logo depois (eles fazem primeiro se você reservar o horário mais tarde — meio engraçado, mas eu gostei). Provamos quatro vinhos, cada um acompanhado de um queijo diferente das Ilhas Canárias. O Dragoblanco era fresco e gelado, combinado com um queijo de cabra tão fresco que rangia nos dentes. Marta explicou como cada ilha faz seu queijo de um jeito único — até nos fez adivinhar qual era defumado (errei, ela riu e disse que a maioria erra). O vinho tinto de Fuerteventura tinha um toque apimentado que me surpreendeu. Até hoje lembro dessa combinação quando estou em casa comendo queijo sem graça do supermercado.
Depois, passeamos pela adega — o ar fresco, barris empilhados como em um filme antigo. Marta alternava entre espanhol e inglês para todo mundo entender (tentei dizer “gracias” direito; ela sorriu gentilmente). Teve um momento em que tudo ficou em silêncio, só o som dos passos ecoando no chão de pedra. Foi meio sagrado, sabe? Talvez eu esteja exagerando, mas foi especial.
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