Você vai explorar o castelo de Zahara após um café da manhã andaluz, almoçar sob as cavernas de Setenil e ficar de frente para o famoso desfiladeiro de Ronda, com um guia local contando histórias pelo caminho. Prepare-se para risadas, sabores novos e momentos que ficam na memória muito depois de voltar pra casa.
O tour é o dia todo, saindo de manhã de Sevilha e voltando à noite.
Sim, um café típico andaluz é servido em um bar à beira da estrada perto de Zahara de la Sierra.
O tour passa por Zahara de la Sierra, Setenil de las Bodegas e Ronda.
Sim, as entradas para o castelo de Zahara estão incluídas na reserva.
O ponto de encontro e desembarque é ao lado do parque Prado de San Sebastián, no Consulado de Portugal em Sevilha.
O grupo é pequeno, com no máximo 8 viajantes por tour.
Não, o almoço não está incluído, mas há tempo para almoçar em um restaurante local em Setenil de las Bodegas.
Inclui caminhadas leves pelas aldeias e uma subida até o castelo de Zahara; é recomendado estar com preparo físico moderado.
Seu dia inclui transporte de van com ida e volta do centro de Sevilha ao lado do parque Prado de San Sebastián, todas as entradas, inclusive para o castelo de Zahara, impostos já inclusos, além de um café da manhã tradicional andaluz antes de explorar três províncias diferentes com seu guia local em cada passo.
O dia não começou como eu imaginei — nos perdemos um pouco procurando o Consulado de Portugal em Sevilha (o Google Maps jurava que ficava dentro de um café), mas nossa guia Carmen só riu e disse que todo mundo passa por isso na primeira vez. A van tinha um cheiro leve de café e algo doce — talvez perfume de alguém? — enquanto partíamos. O campo andaluz passava lá fora, cheio de oliveiras e aquele céu azul estranho que só se vê por aqui.
A primeira parada foi Zahara de la Sierra para o café da manhã. Nunca tinha provado torrada com tomate amassado e azeite — parece simples, mas até hoje não saiu da minha cabeça. O dono do bar nos olhou com aquele meio sorriso típico de cidade pequena, como se já soubesse que a gente não era da região. Depois de comer, Carmen nos levou pelas ruas sinuosas até o castelo de Zahara. É mais íngreme do que parece (minhas pernas reclamaram), mas a vista do reservatório é de tirar o fôlego — vento no rosto, casas brancas agarradas às encostas lá embaixo. Ela contou sobre as batalhas entre mouros e cristãos que aconteceram ali séculos atrás; tentei imaginar todo aquele barulho ecoando nas pedras.
Depois seguimos para Setenil de las Bodegas — aquelas casas-caverna parecem mesmo ter nascido da rocha. Almoçamos num lugar onde o teto era literalmente pedra; eu ficava me abaixando, mesmo ninguém mais fazendo isso. A comida estava tão boa que esqueci de perguntar o que era metade dela (algo com berinjela?), mas todo mundo na mesa só sorria entre as garfadas. Depois, passeamos pelas ruas estreitas, com o sol refletindo nas paredes brancas, e Carmen apontava placas antigas ou contava quem morava onde (“Ali é a padaria do Paco — o melhor pão da cidade, se algum dia voltar”).
Quando chegamos em Ronda, meus pés já estavam cansados, mas eu nem ligava mais. O desfiladeiro El Tajo é... bem, dá até vertigem. Ficar na ponte olhando para aquele espaço imenso me fez sentir pequeno e sortudo ao mesmo tempo. Espiamos a antiga praça de touros (cheira um pouco a pó e couro) e depois ficamos um tempo no Mirante de Ronda enquanto Carmen contava histórias de poetas que vinham aqui escrever sobre amores perdidos, aventuras ou o que quer que fosse que escreviam naquela época. A volta foi silenciosa, só com alguém roncando baixinho atrás de mim; o sol se pondo em algum lugar atrás enquanto cruzávamos três províncias sem nem perceber.

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