Você vai sair de Madrid para o campo, visitando três vinícolas diferentes (com muitos tintos e brancos locais), conhecer produtores que realmente servem seu vinho, provar tapas regionais que servem como almoço e explorar adegas antigas onde o vinho envelhece há mais tempo que muitos prédios na cidade. Prepare-se para boas conversas e surpresas pelo caminho.
As vinícolas ficam a cerca de 30 km do centro de Madrid, aproximadamente meia hora de minivan ou ônibus.
Sim, são servidos pratos quentes regionais e tapas nas vinícolas — o suficiente para o almoço.
Você vai provar pelo menos 9 vinhos (tintos e brancos) nas três vinícolas.
Não há busca no hotel; o ponto de encontro é na entrada da cafeteria do Hotel Claridge, no centro de Madrid.
Não, crianças menores de 12 anos não podem participar deste passeio.
O passeio é guiado por um guia bilíngue em inglês e espanhol.
Sim, é recomendado tomar um café da manhã reforçado antes do passeio de um dia saindo de Madrid.
O grupo máximo é de 20 pessoas; a média fica em torno de 8 participantes.
Seu dia inclui transporte confortável saindo do centro de Madrid em minivan ou ônibus com ar-condicionado, visitas guiadas a três vinícolas em Las Vegas de Madrid com degustações generosas de vinhos tintos e brancos feitos com uvas locais (pelo menos nove amostras), além de petiscos regionais como queijos, produtos ibéricos e pratos quentes servidos no almoço. Você será acompanhado o tempo todo por um guia local bilíngue especialista, retornando ao ponto de partida em Madrid.
Eu ainda estava mexendo no meu café no hotel Claridge quando nossa guia, Marta, acenou para a gente — aquele sorriso fácil de quem é de Madrid e uma memória incrível para nomes. Entramos numa minivan (com ar-condicionado que salvava) e, em meia hora, a cidade ficou para trás, dando lugar àquelas paisagens ensolaradas que só se vê em cartão-postal. O ar tinha um leve cheiro de ervas silvestres e poeira enquanto passávamos por vilarejos que eu nem sabia que existiam. Alguém do grupo perguntou se Madrid realmente tinha uma região vinícola — confesso que eu também tinha essa dúvida.
A primeira vinícola estava escondida entre parreiras que pareciam quase milenares, com folhas se curvando sob o sol da manhã. O dono nos recebeu com um aperto de mão e uma risada — ele ia do espanhol ao inglês, mas fazia todo mundo se sentir em casa. Começamos com um vinho branco (quero lembrar a uva, mas minha cabeça ficou só naquele sabor mineral gelado). O queijo que serviram era tão cremoso que me fez esquecer do almoço que eu tinha deixado na cidade. Tentei falar “gracias” com o sotaque certo, mas acho que falhei, porque o produtor só sorriu ainda mais.
Na segunda parada — uma cidadezinha mais antiga do que parecia — já estávamos mais soltos. Em uma adega de pedra fresca, o tempo parecia desacelerar; dava para ouvir a água pingando atrás de barris que eram mais altos que eu. A guia contou que os Vinhos de Madrid ainda são meio desconhecidos perto do Rioja ou Ribera. Falou sobre como os vales dos rios saciaram a sede de Madrid por séculos (gostei dessa imagem). A terceira vinícola ficava num antigo convento; entramos em cavernas onde o vinho dorme há gerações. O cheiro era de terra e algo doce que eu não consegui identificar.
Ainda penso naquele último gole de tinto que tomamos lá embaixo — não porque fosse sofisticado, mas porque tinha um sabor sincero, se é que isso faz sentido. No caminho de volta, Marta anotou umas dicas de comida num guardanapo (o lugar favorito dela para tortilla perto do Retiro). Se você quer conhecer o vinho espanhol além do que vende no supermercado, esse passeio de um dia saindo de Madrid vale muito por esses pequenos momentos: risadas com tapas, o frescor das adegas antigas, o sol brincando entre as folhas das videiras. Ah, e ainda bem que não pulei o café da manhã, como ela avisou.

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