Você vai caminhar debaixo d’água na costa de Lanzarote usando o sistema de capacete Sea Trek com ar vindo da superfície, guiado por locais que conhecem cada peixe e pedra. Prepare-se para risadas ao vestir o equipamento, momentos surreais vendo a vida marinha passar pela sua viseira e aquela sensação estranha de leveza que fica na memória muito depois de voltar à praia.
Sim, o Sea Trek é oferecido exclusivamente pela Native Diving em Lanzarote.
O passeio inclui capacete, wetsuit e sapatos para cada participante.
A idade mínima é 8 anos.
É indicado para a maioria das pessoas, mas não é recomendado para gestantes ou quem tem problemas cardíacos.
O ar vem de cilindros em um barco na superfície, conectado ao capacete por mangueiras; você respira normalmente dentro do capacete.
Não, não é necessário ter experiência; se você sabe respirar, pode fazer.
Sim, há opções de transporte público próximas ao ponto da atividade.
O dia inclui todo o equipamento necessário: capacete com visão panorâmica conectado ao ar da superfície, wetsuit confortável e sapatos fornecidos no local — além do acompanhamento dos instrutores locais durante toda a caminhada subaquática antes de voltarmos juntos para a praia.
Quase desisti quando vi o capacete — parecia mais pesado do que eu imaginava, parecia coisa de filme antigo de ficção científica. Mas nossa guia, Marta, só sorriu e disse: “Confia, você vai esquecer que ele está aí.” E ela estava certa. O wetsuit apertava e gelava no começo (não sou fã de roupa justa), mas assim que descemos a escada para o mar na costa de Lanzarote, mal senti. O ar tinha cheiro forte de sal e dava para ouvir o som abafado de alguém entrando atrás de mim. Foi uma sensação estranhamente reconfortante.
Andar no fundo do mar não é nada parecido com nadar. Cada passo tem um balanço lento, quase como pular numa cama elástica, só que debaixo d’água, se é que faz sentido. Peixes passavam rápido, flashes prateados na luz azul-esverdeada. A Marta apontou para uma estrela-do-mar laranja agarrada numa pedra e tentou fazer mímica do nome em espanhol — Estrella de mar — e a gente riu dentro das bolhas. O principal aqui é o mergulho com capacete em Lanzarote, mas, na real, parecia que estávamos passeando dentro do sonho de alguém.
Ficava sempre querendo tocar o rosto por hábito (esqueci do capacete), e em um momento meu cabelo subiu e fez cócegas no meu nariz. Alguém atrás acenou para um peixinho curioso que não parava de dar voltas ao nosso redor. Não falamos muito — só sinais com as mãos e olhares arregalados toda vez que algo novo aparecia. Quando voltamos à superfície, percebi que minhas pernas tremiam, de emoção, nervoso, ou os dois. Até hoje lembro daquela sensação de leveza quando estou de volta em terra firme.
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