Você vai atravessar de Tenerife a La Gomera em grupo pequeno com traslado incluso, explorar as antigas florestas de louro em Garajonay, almoçar com locais enquanto ouve o assobio Silbo ecoando à mesa, e provar pratos fresquinhos da ilha — tudo regado a histórias e risadas que ficam depois da volta.
O grupo é limitado a no máximo 18 pessoas.
Sim, o traslado está incluso na sua reserva.
Sim, é obrigatório apresentar passaporte ou documento de identidade para embarcar no ferry.
Sim, há um tempo reservado para almoçar em um restaurante local e provar a comida típica de La Gomera.
Silbo Gomero é uma antiga língua assobiada exclusiva de La Gomera; você verá uma demonstração durante o almoço.
Sim, você fará uma caminhada leve pelas trilhas da floresta de louros no Parque Nacional de Garajonay.
Sim, bebês e crianças pequenas podem participar e usar carrinhos de bebê.
Sim, há opções de transporte público perto das paradas do roteiro.
Seu dia inclui traslado do hotel ou ponto de encontro em Tenerife, passagens de ferry ida e volta para La Gomera com guia local oficial durante todo o passeio, transporte confortável e com ar-condicionado na ilha, tempo para almoço com pratos tradicionais (com demonstração do Silbo), entrada em vilarejos e mirantes importantes — incluindo as trilhas do Parque Garajonay — e tempo livre em San Sebastián antes de voltar de ferry à noite.
Já imaginou estar diante do Roque de Agando, todo recortado e silencioso, enquanto a névoa enrola nos seus tênis? Confesso que não esperava me sentir tão pequeno ali. Mal havíamos saído de San Sebastián de La Gomera quando nosso guia — Miguel, que parecia conhecer todo mundo — parou para mostrar mais de perto. Ele apontava as camadas da rocha como se lesse um livro de histórias. O ar tinha um cheiro leve de ervas selvagens e algo doce que não consegui identificar.
Mais tarde, em El Cercado, paramos numa pracinha onde algumas mulheres moldavam barro com mãos que pareciam mais fortes que as minhas. O ambiente era tranquilo, só quebrado por risadas e o tilintar da cerâmica. Alguém me ofereceu um pedaço de queijo gomero (salgado e quebradiço) e tentei não deixar cair enquanto mexia na câmera. Miguel nos contou sobre o Silbo Gomero — a língua assobiada — e quando ele fez a demonstração no almoço (ensopado de cabra e vinho tinto), até o pessoal do restaurante parou para ouvir. É curioso como um som pode te conectar a um lugar que você mal conhece.
A caminhada pelo Garajonay foi fresca e úmida; o musgo pendia de cada galho como renda antiga. Meus sapatos faziam barulho no caminho, mas eu nem ligava. Em um momento, parei de andar — havia uma quietude sob as árvores que me fez esquecer do celular vibrando no bolso. Terminamos no novo centro de visitantes (que abriu em agosto de 2024, pelo visto), onde alguém me entregou um biscoito gomero quentinho — macio e com amêndoas — e subimos até um mirante que dominava tudo. O verde parecia não ter fim.
Fico pensando naquela volta de ferry para Tenerife — bochechas queimadas de sol, sal nos lábios, e o Miguel acenando como se fôssemos velhos amigos. Nem tudo foi perfeito (quase perdi meu documento no porto), mas talvez seja isso que faz esses passeios de um dia entre Tenerife e La Gomera ficarem na memória.

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