Você vai pedalar uma e-bike de Granada até as encostas da Sierra Nevada com um guia local, passando por rios e vilarejos tranquilos onde o tempo parece correr diferente. Prepare-se para momentos de vida real, almoço opcional à beira da água e pausas para guardar na memória — não só para fotos, mas para você mesmo.
Sim, há rotas mais fáceis que qualquer ciclista consegue fazer.
Você pode escolher entre um piquenique ou almoçar num restaurante local à beira do rio durante o passeio.
O percurso cobre áreas entre Granada e Sierra Nevada com paradas pelo caminho; a distância varia conforme as rotas escolhidas.
Sim, um guia local acompanha todo o passeio.
Passamos por lagos e rios onde é comum avistar aves; a presença de outros animais depende da época e da sorte.
Sim, há opções de transporte público nas proximidades.
Cadeirinhas especiais para bebês estão disponíveis mediante solicitação.
Recomenda-se um condicionamento físico moderado, mas não é necessário ser atleta.
O seu dia inclui o uso de uma e-bike ajustada para você, acompanhamento de um guia que conhece cada canto dessas montanhas e opções de piquenique ou almoço num restaurante à beira do rio antes de voltarmos juntos para Granada.
Sabe aquela sensação de chegar num lugar novo e perceber que o ar tem um cheiro diferente? Foi exatamente isso que senti no meu primeiro instante pedalando a e-bike nos arredores de Granada — um aroma terroso, quase doce, com um toque de fumaça de lenha vindo de algum café da manhã. Nosso guia, Carlos (que parecia conhecer cada cachorro e oliveira da região), distribuiu os capacetes e conferiu as bikes como se estivéssemos prestes a embarcar numa missão secreta. Nunca tinha usado uma e-bike antes, mas, para ser sincero, foi menos assustador do que eu esperava — parecia até uma vantagem no começo, e das boas.
A trilha acompanhava o contorno das colinas enquanto seguimos rumo às montanhas da Sierra Nevada. De vez em quando, cruzávamos um riacho ou ouvíamos os pássaros cantando animados nos juncos. Carlos parou num mirante onde a luz iluminava as aldeias brancas de um jeito especial — ele contou histórias sobre como as pessoas daqui ainda cultivam sua própria comida e mantêm as tradições vivas. Um senhor acenava para a gente do seu cantinho no jardim; acho que ele se divertia mais com nossos capacetes do que com qualquer outra coisa. As ruas das vilas eram estreitas, às vezes de paralelepípedo, e tinham um cheiro leve de pão — ou talvez eu já estivesse com fome.
Perto da metade do percurso, tivemos que escolher entre um caminho mais íngreme ou um mais tranquilo. Eu fui no fácil (sem vergonha nenhuma), mas um casal do grupo queria mais emoção e saiu disparado com o Carlos por uma trilha que parecia só para cabras. Nos reencontramos num lugar à beira do rio onde dava para fazer um piquenique ou comer num restaurante minúsculo com mesas praticamente dentro da água. Até hoje lembro daquela vista — o sol refletindo no rio, risadas ao redor enquanto alguém tentava pedir algo em espanhol (dessa vez não fui eu). O caminho de volta pareceu mais lento; talvez porque ninguém queria que aquele dia acabasse.
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