Você vai atravessar vales selvagens das Highlands, ver de perto as famosas “hairy coos”, caminhar pela misteriosa margem do Loch Ness e explorar Inverness com histórias do seu guia em espanhol. Tem paradas para café, comidas típicas e momentos inesperados — como o silêncio em Glencoe ou risadas sobre shortbread em Inverness — que ficam na memória muito depois de deixar a Escócia.
"Você realmente acha que o Nessie existe?" Foi o que a Marta me perguntou enquanto deixávamos Edimburgo, ainda meio sonolentos, mas já rindo. Nosso guia — Javi, nascido em Sevilha, mas de alguma forma mais escocês que muitos escoceses — nos manteve acordados com histórias sobre o Castelo de Stirling enquanto passávamos por ele. As janelas do ônibus estavam embaçadas pelo frio da manhã, então encostei a testa no vidro só para tentar ver aquelas paredes antigas de pedra. Ele apontou os campos onde aconteceram batalhas — sinceramente, eu nunca tinha prestado atenção nisso na escola, mas ouvir ali fez tudo parecer diferente.
Paramos para um café (e para ir ao banheiro — graças a Deus) perto de umas “hairy coos”. Elas realmente parecem estar usando perucas bem desgrenhadas. Uma garotinha de Barcelona tentou alimentar uma delas com grama pelo cercado e o pai ficava dizendo “não chega tão perto”, mas ela nem ligava. O ar cheirava a terra molhada e ovelhas. Javi contou como Glencoe foi moldado por geleiras e disputas entre clãs; ele até nos fez descer do ônibus três vezes para ficarmos ali no vento e escutar. Estava tão frio que minhas orelhas doíam, mas não me importei — até hoje lembro daquele silêncio entre as histórias.
Fort Augustus parecia uma cidadezinha tranquila à beira do lago, com barcos balançando e pessoas na fila para fish and chips (eu não resisti). Passamos quase 90 minutos lá — tempo suficiente para uma caminhada rápida pelo Loch Ness ou só sentar à beira da água e observar as nuvens se movendo sobre aquelas ondas escuras. Alguns foram fazer um passeio de barco na esperança de ver o Nessie; eu fiquei só observando um senhor de boina de tweed jogando pedras na água. Depois seguimos pelos 37 quilômetros que margeiam o Loch Ness — a estrada fica tão perto da água que dá para sentir o cheiro do lago se abrir a janela.
Inverness me surpreendeu — é maior do que eu imaginava, mas ainda assim tem um jeitinho de cidade pequena. Andamos até o Castelo de Inverness (não tem muito para ver lá dentro, a não ser que você goste de história), depois pelas ruas estreitas onde duas mulheres discutiam sobre sabores de shortbread na porta de uma padaria. Nessa hora minhas pernas já estavam cansadas, mas eu não queria voltar para o ônibus ainda. No caminho de volta paramos em Pitlochry — uma cidade que a Rainha Vitória aparentemente adorava — e comprei um cartão postal que até hoje está perdido na minha mochila.
Sim, o tour é conduzido por um guia que fala espanhol durante todo o dia.
Você terá cerca de 1 hora e 30 minutos em Fort Augustus, à beira do Loch Ness.
Sim, há paradas técnicas para banheiro e tempo para almoço em Fort Augustus.
O roteiro inclui Castelo de Stirling (vista panorâmica), Vale de Glencoe, Fort Augustus (Loch Ness), área do Castelo de Inverness e Pitlochry.
Sim, bebês e crianças são bem-vindos; carrinhos de bebê são aceitos e assentos infantis estão disponíveis.
Você verá as Highland cows (“hairy coos”) entre março e novembro durante uma das primeiras paradas.
Sim, há opções de transporte público perto dos pontos de saída e chegada em Edimburgo.
Seu dia inclui vista panorâmica do Castelo de Stirling do ônibus, três paradas cênicas no Vale de Glencoe com histórias do seu guia em espanhol, encontro próximo com as Highland cows (março a novembro), tempo livre em Fort Augustus à beira do Loch Ness para almoço ou passeio opcional de barco, trajeto de 37 km margeando o Loch Ness, caminhada de uma hora e meia pelo centro de Inverness próximo ao castelo, além de uma parada final em Pitlochry antes de voltar para Edimburgo — toda a logística cuidada para você só aproveitar.
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