Em um dia cheio, você atravessa cinco emirados saindo de Dubai — explora as paredes do forte no Museu de Ajman, entra descalço na Mesquita Al Badiyah, passeia pelos mercados animados de Sharjah e para na praia tranquila de Khor Fakkan. Espere histórias locais do guia e pequenas surpresas sensoriais pelo caminho — uma mistura de cultura e calmaria que fica com você mesmo depois de voltar ao hotel.
O passeio dura cerca de 9 horas, incluindo o deslocamento entre os pontos.
Sim, o traslado do hotel está incluso na sua reserva.
Você conhecerá o Museu de Ajman, a Mesquita Al Badiyah em Fujairah, os mercados de Sharjah como o Souk Azul e o Souq Al Jubail, além da praia de Khor Fakkan.
Sim, todas as entradas para museus listadas estão incluídas no valor da reserva.
Não, o almoço não está incluído, mas água mineral é fornecida durante o passeio.
Use roupas modestas; ombros e joelhos devem estar cobertos ao entrar nas mesquitas.
Bebês são bem-vindos, mas precisam ficar no colo de um adulto durante o transporte.
Sim, é adequado para todos os níveis, com caminhadas leves nos pontos de parada.
Seu dia inclui transporte confortável com ar-condicionado, traslado de ida e volta do hotel em Dubai, água mineral durante todo o trajeto e entradas para museus como o Museu de Ajman — tudo guiado por alguém que conhece esses lugares e compartilha histórias únicas pelo caminho.
Já se perguntou o quanto dá para conhecer fora de Dubai em apenas um dia? Eu nem achava que lembraria de todos os nomes — Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Fujairah, Khor Fakkan — mas agora eles estão misturados com pequenas lembranças. Nosso guia, Ahmed, tinha o hábito de apontar coisas que nem estavam no roteiro — um pescador acenando de seu barco velho perto de Khor Fakkan ou uma padaria de onde saía o cheiro de pão com cardamomo pela rua. O van era geladinho (ufa), mas toda vez que saíamos era como entrar numa história diferente — às vezes úmida e salgada perto do mar, outras vezes seca e silenciosa perto de antigos fortes.
O Museu de Ajman me surpreendeu. Fica dentro de um forte antigo, e se olhar de perto dá para ver marcas de bala nas paredes (Ahmed jurava que eram reais). Tinha uma sala com equipamentos antigos de mergulho para pérolas — tentei imaginar usando aquilo debaixo d’água. Duvido que eu conseguiria. No Souk Azul de Sharjah perdi a noção do tempo tentando pechinchar uma chaleira de latão (não comprei, e até hoje me arrependo). O mercado de peixes ali perto era barulhento e caótico — gritos em árabe e inglês misturados com o som dos peixes batendo no gelo. Alguém me ofereceu uma tâmara para provar. Doce e grudenta.
A Mesquita Al Badiyah foi mais tranquila do que eu esperava. Dizem que é a mesquita mais antiga dos Emirados — pequena perto das outras, mas de um jeito que transmite paz. Tiramos os sapatos; o chão de pedra estava fresco mesmo sendo meio-dia. Um senhor sentado do lado de fora acenou para a gente quando saíamos — tentei agradecer em árabe, mas acho que falei errado porque ele só sorriu ainda mais.
A praia de Khor Fakkan estava vazia — só crianças correndo e o som constante da água batendo nas pedras. Não deu para nadar (faltou tempo), mas fiquei um pouco mais que os outros só ouvindo o mar. Tem algo em conhecer tantos lados diferentes dos Emirados em um dia que faz você perceber que esse lugar é muito mais do que arranha-céus e shoppings. Ainda penso naquela vista pela janela do van, voltando para Dubai, com as luzes acendendo nas cidades por onde passamos.
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