Você vai sentir o ritmo tranquilo de Curaçao desde o traslado no hotel até o último mergulho. Com um guia local liderando seu grupo pequeno, vai ver a vida nos recifes de perto, curtir lanches entre os mergulhos e ouvir histórias sobre o mundo subaquático da ilha. Mergulho sem pressa, só momentos reais sob a água.
Sim, transporte privado do seu hotel está incluso.
Máximo de quatro mergulhadores por divemaster; às vezes menos.
Não, todo o equipamento SCUBA é fornecido durante a experiência.
Sim, água engarrafada e lanches são oferecidos entre os mergulhos.
Não, essa atividade é só para mergulhadores certificados. Iniciantes devem optar pelo Discover Scuba Dive.
Recomenda-se fazer um mergulho de reciclagem antes de participar deste tour.
Sim, há opções de transporte público perto da maioria dos hotéis.
Seu dia inclui traslado privado do hotel em veículo com ar-condicionado, uso completo do equipamento SCUBA (não precisa levar o seu), água engarrafada e lanches entre os mergulhos, além de todas as taxas pagas, com retorno ao seu hotel após explorar os recifes de Curaçao juntos.
"Viu aquele peixe-cirurgião? Os locais chamam de 'dokter vis'," disse nosso divemaster, Jeroen, enquanto entrávamos na água perto de Westpunt. Nunca tinha ouvido um peixe chamado de doutor, mas lá estava ele, apontando para flashes de azul-cobalto que passavam entre os corais. O sol já estava alto — em Curaçao não tem manhã fria — e o ar trazia um cheiro leve de sal e doce, como protetor solar misturado com algas. Eu enrolava com a máscara (ainda não acerto de primeira), mas ninguém tinha pressa. Jeroen só sorria e esperava.
O melhor desse mergulho guiado de 2 tanques em Curaçao é a sensação de calma total. Não precisávamos carregar equipamento — eles nos buscaram no apartamento num van com ar-condicionado, garrafinhas de água gelada prontas e tudo organizado. Gostei que éramos só três mergulhadores mais o Jeroen. Debaixo d’água, ele mostrou um cavalinho-marinho minúsculo agarrado num coral-leque — quase perdi porque fiquei hipnotizado por um cardume de peixes prateados passando perto do meu cotovelo. Tem algo em respirar devagar e ouvir só suas próprias bolhas que faz o tempo desaparecer.
Entre os mergulhos, sentamos nas pedras para beliscar (ainda não sei o nome daquelas coisinhas de coco, mas eram deliciosas) enquanto Jeroen contava como alguns recifes resistiram às tempestades ao longo dos anos. Ele até tentou me ensinar a dizer “peixe-papagaio” em papiamento; acho que estraguei porque ele riu e balançou a cabeça. O segundo mergulho foi mais fácil, talvez porque eu não estava mais preocupado com a flutuabilidade, ou simplesmente porque o mundo subaquático de Curaçao te absorve tanto que você esquece de qualquer outra coisa.
Fico pensando naquele instante em que a luz atravessou a água e tudo brilhou num tom dourado-esverdeado por um minuto. Não dá pra fotografar direito — é daquelas memórias que você leva na cabeça, com cabelo salgado e tudo.

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