Se você quer ver Zadar além do que os olhos alcançam — e realmente sentir sua história — esse tour virtual a pé é para você. Explore igrejas escondidas, caminhe por fóruns antigos, vivencie relatos de guerra e termine com uma nova visão do Órgão do Mar, essa cidade à beira do Adriático.
Com certeza! O trajeto é plano e acessível para cadeirantes; nosso assistente ajuda todo mundo a usar os óculos VR com facilidade.
De jeito nenhum! A interface é simples e sempre tem alguém por perto para ajudar a ajustar ou mudar o idioma.
O áudio guia oferece sete idiomas: inglês, italiano, alemão, francês, espanhol, croata e russo.
A experiência completa leva cerca de duas horas, mas pode variar conforme o ritmo do grupo e as perguntas durante o passeio.
Você recebe um óculos VR OculusGo para vistas imersivas em cada parada; visitas guiadas a pontos-chave como a igreja de São Krševan e o Fórum Romano; dicas locais do assistente; e ainda prova do licor Maraschino — uma tradição verdadeira de Zadar!
Nos encontramos com nosso guia logo fora das muralhas antigas, onde o ar traz aquele cheiro salgado típico do Adriático. Desde o começo, percebi que não seria um passeio comum — cada um recebeu um óculos VR OculusGo, e nosso assistente garantiu que até minha tia, que não é muito de tecnologia, se sentisse à vontade. A primeira parada foi na igreja de São Krševan. Normalmente fechada, a maioria das pessoas passa direto por ela. Mas com o óculos, me vi dentro do seu pátio antigo, ouvindo sinos distantes e reparando em detalhes que nunca teria notado de fora.
Depois, “entramos” na igreja de São Simeão — pelo menos virtualmente. O relicário prateado com as relíquias do santo parecia tão real que quase estendi a mão para tocar. O áudio guia (escolhi inglês, mas meu amigo optou pelo italiano) explicou por que os moradores ainda deixam flores lá todo outubro. Dá até para sentir o cheiro da cera das velas antigas.
Seguimos até onde ficavam os portões romanos de Zadar. A visão em VR nos levou séculos atrás — num instante eu via pedras desgastadas, no outro, trabalhadores carregando blocos para as muralhas venezianas. É impressionante ver como a história se sobrepõe em um só lugar.
O Fórum Romano foi meu ponto favorito. Na vida real, são só ruínas espalhadas e pombos por ali. Mas com o VR, flutuei num balão sobre o local (o vento no ouvido parecia de verdade), vendo templos e estátuas surgindo do nada. O guia apontou quais pedras sob nossos pés são originais — algumas datam de antes de Cristo.
Ficar “no topo” do campanário de Santa Anastácia durante um bombardeio da Segunda Guerra foi emocionante — o som das sirenes e das explosões distantes me arrepia até agora. Quando tirei o óculos, o assistente mostrou um mapa do que foi destruído nesses ataques; dava para ver o quanto Zadar precisou ser reconstruída.
Dentro da catedral de Santa Anastácia (novamente, virtualmente), espiamos salas fechadas para o público — o batistério e a sacristia — enquanto aprendíamos sobre a padroeira da cidade. O mármore parecia frio ao toque, mesmo sabendo que era tudo digital.
Paramos no que antes era a praça principal do mercado de Zadar — hoje só um espaço aberto com alguns bancos. Pelo VR, vi barracas cheias de peixes e figos antes das bombas da guerra destruírem tudo. O contraste é forte quando você tira o óculos e percebe o quanto mudou.
A última parada foi na orla, perto do Órgão do Mar e da instalação Saudação ao Sol — maravilhas modernas de 2005 que tocam música com o movimento das ondas. Mas com o VR, voltamos ao século XIII, quando os cruzados atacavam pelo mar abaixo de nós. O guia contou histórias das batalhas que aconteceram bem onde hoje as pessoas passeiam ao pôr do sol, saboreando um gelato na Donatova Ulica.
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