Saia cedo de Split ou Trogir e vá de lancha com um grupo pequeno para conhecer a famosa Gruta Azul da Croácia — um fenômeno natural imperdível —, nadar nas praias da Ilha de Vis e fazer snorkel na Baía de Budikovac. Almoce na cidade de Hvar (experimente o peixe grelhado) e suba até a fortaleza Fortica para uma vista inesquecível das ilhas ao redor.
O passeio é o dia todo, começando cedo de manhã em Split ou Trogir e retornando à noite.
Não há almoço incluso, mas você terá tempo livre em Hvar com sugestões de restaurantes pelo guia.
Sim, há paradas para banho na enseada de Stiniva na Ilha de Vis e na Baía de Budikovac, dependendo das condições do mar.
Sim, leve €24 em dinheiro por pessoa (€18 na primavera/outono) para a entrada na Gruta Azul; as outras taxas estão incluídas.
Sim, máscaras de snorkel estão disponíveis a bordo para usar na Baía de Budikovac e outras paradas.
Se o mar não permitir a visita, o roteiro inclui outras atrações; a decisão é tomada no local.
A idade mínima é 6 anos; crianças devem estar acompanhadas por um adulto durante todo o passeio.
Sim, todos os barcos têm coletes; peça ao staff se quiser usar em algum momento do passeio.
O passeio inclui transporte de lancha rápida saindo de Split ou Trogir com um skipper-guia que fala inglês, todos os impostos e taxas exceto a entrada na Gruta Azul (leve dinheiro), capas impermeáveis se necessário, uso de equipamentos de snorkel nas paradas para banho como na Baía de Budikovac — e muitas dicas locais sobre onde comer em Hvar antes do retorno à noite.
Até hoje dou risada lembrando de como começamos esse passeio meio sonolentos, no ar gelado da manhã no porto de Split — e, de repente, duas horas depois, eu estava quase cegando diante daquele brilho azul intenso dentro da Gruta Azul em Biševo. Nosso skipper, Ivan, não parava de brincar com o tal do “horário dálmata”, mas estava focado em nos levar para dentro da caverna antes da multidão chegar. A luz lá dentro faz uma mágica nos olhos — tudo vira um azul-prateado silencioso, só quebrado por alguns sussurros ecoando nas pedras. Jamais imaginei que fosse tão tranquilo lá dentro.
Depois disso, seguimos rápido para Komiža, onde tomamos café da manhã. É uma vila de pescadores antiga na Ilha de Vis; dava para sentir o cheiro de pão saindo do forno e ouvir os moradores já discutindo animados enquanto tomavam café (e olha que ainda nem eram 10 da manhã). Tentei pedir em croata — ganhei um sorriso e um quitute que parecia um sonho recheado com queijo. A próxima parada foi a enseada de Stiniva. As falésias ficam tão próximas que o barco precisa passar quase espremido. Alguns pularam direto na água; eu só balancei os pés e vi peixinhos fugindo lá embaixo. A água estava mais fria do que eu esperava para julho.
Depois, ainda deu tempo de nadar na Baía de Budikovac — água cristalina, areia macia sob os pés, e uns aproveitaram para tomar uns drinks no barzinho pé na areia. O Ivan distribuiu máscaras de snorkel para quem quisesse (eu quis), mas, na real, fiquei mais boiando e observando as nuvens passando por cima das ilhas. De repente, apareceu a cidade de Hvar — ruas de pedra branca brilhando sob o sol da tarde. O almoço foi peixe grelhado com azeite e tomates que realmente tinham gosto de tomate (nem sempre é assim por onde eu moro). Nosso guia nos indicou a subida até a fortaleza Fortica; é uma caminhada puxada, mas a vista lá de cima, com todas aquelas ilhas espalhadas como moedas, vale cada passo.
Não queria ir embora de Hvar tão cedo — o ar lá em cima cheirava a pinho e sal do mar — mas, no fim, descemos pelas ruelas cheias de gatos e varais de roupa. No barco de volta, todo mundo ficou em silêncio por um tempo, só o vento, o spray do mar e o motor ronronando. Ainda penso naquele azul da caverna, especialmente quando o barulho da cidade fica demais.

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