Você vai explorar as trilhas verdes de La Fortuna atrás de bichos-preguiça com um guia local, depois vai provar suco de cana fresco e aprender a fazer tortillas com a Dona Elith. Prepare-se para risadas, sapatos sujos e sabores autênticos da Costa Rica — um dia onde natureza e cultura se encontram com calma.
A trilha tem cerca de 1,5 km e o passeio inclui observação da vida selvagem e aula de culinária.
Sim, bebês podem ir em carrinhos e o passeio é acessível para todos os níveis de preparo físico.
Sim, você vai preparar sua tortilla à mão com a ajuda da Dona Elith.
Durante a trilha, é possível avistar sapos, pássaros, lagartos, morcegos, abelhas e vários insetos.
Sim, você vai saborear um lanche típico com tortilla caseira, arracache hash, queijo frito e suco natural ou café.
Não há transporte incluído; opções de transporte público ficam próximas.
Sim, animais de serviço são bem-vindos durante toda a experiência.
O seu dia inclui todas as entradas e impostos, além de um lanche tradicional da Costa Rica: tortillas feitas à mão com a Dona Elith, acompanhadas de arracache hash e queijo frito, mais sua escolha de suco natural ou café antes de voltar para a tranquilidade verde de La Fortuna.
“Olhe para cima — viu aquela bolinha peluda?” Foi assim que nosso guia, Carlos, começou tudo. Eu olhei para o emaranhado verde acima da gente, sem muita esperança de ver algo além de folhas. Mas lá estava: um bicho-preguiça, simplesmente pendurado, como se não tivesse lugar melhor para estar. A trilha em La Fortuna tem cerca de 1,5 km, mas a cada poucos metros o Carlos parava para mostrar algo — pequenos sapos embaixo das folhas largas, abelhas zumbindo tão perto que dava para sentir a vibração, até morcegos enroladinhos na sombra. O ar tinha um cheiro doce e terroso depois da chuva da manhã, e eu adorei isso.
Não fazia ideia de quanta paciência é necessária para realmente ver a vida selvagem até essa caminhada. Andávamos devagar, às vezes parados, enquanto o Carlos sussurrava curiosidades sobre os bichos-preguiça de dois e três dedos (eu nem sabia que eram tão diferentes). Ele contou como passaram anos replantando essa área — dava para sentir o orgulho na voz dele. Flores coloridas apareciam aqui e ali, e uma vez ouvi um canto de pássaro que parecia uma risada. Meus sapatos ficaram enlameados, mas ninguém ligou.
A parte final me surpreendeu: terminamos na casa da Dona Elith para a aula de tortilla. Ela nos recebeu com um sorriso enorme e mostrou seu pequeno jardim de plantas medicinais — me deixou cheirar uma folha que lembrava hortelã, só que mais forte. Fazer tortillas foi mais bagunçado do que eu esperava (meu círculo parecia uma nuvem estranha), mas ela só riu e me ensinou de novo. Bebemos suco de cana geladíssimo e comemos nossas tortillas com queijo frito e um prato chamado arracache hash. Era comida simples, mas parecia perfeita depois da caminhada. Até hoje lembro do primeiro pedaço.
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