Você vai se aventurar fundo na Sierra Nevada da Colômbia neste tour de 4 dias pela Cidade Perdida com guias locais — cruzando rios, conhecendo aldeias Kogui, dormindo em redes ao lado de córregos e subindo os antigos degraus Tayrona até a própria Ciudad Perdida. Prepare-se para botas enlameadas e momentos sinceros que ficam na memória muito depois da volta pra casa.
“Se ouvir os sapos hoje à noite, é sinal de chuva,” disse Javier assim que descemos do caminhão em Mamey. Na hora, eu não sabia o quanto passaria a confiar nessas suas observações silenciosas — ele cresceu por aqui, dava pra perceber. O cheiro de terra molhada já estava no ar e, depois do almoço (sério, a melhor banana-da-terra frita que já comi), começamos a caminhar pela mata. O caminho estava enlameado em alguns trechos, mas o som da água por toda parte fazia tudo parecer vivo. Na primeira noite no Acampamento 1, deitei na rede ouvindo os sapos. Não sabia se eles cantavam ou riam da gente.
Na manhã seguinte, a névoa cobria tudo e já ouvíamos os primeiros papos dos outros caminhantes. Seguimos pelo vale do rio Buritaca; às vezes, crianças da aldeia Kogui Mutanyi nos observavam com uma calma curiosa. Javier parou para mostrar uma florzinha amarela — disse que a avó dele fazia chá com ela quando alguém tinha febre. Sete horas de caminhada pareceram longas, mas de um jeito bom; sempre tinha algo para admirar ou um novo canto de pássaro ecoando na floresta. Minhas botas estavam encharcadas no meio do dia, mas, sinceramente? Nem ligava. A selva entra na pele da gente.
Chegar na Cidade Perdida foi subir aqueles degraus de pedra antigos — 1.200 deles, construídos pelos Tayrona séculos antes de Machu Picchu sequer existir. Achei que estaria exausto demais pra sentir algo, mas ficar ali com musgo entre os dedos e nuvens passando lá embaixo... é difícil explicar. Javier contou histórias dos ancestrais que ainda visitam o lugar em espírito; falava baixo, como se não quisesse perturbar nada tão antigo. Ficamos mais tempo do que o planejado porque ninguém queria ir embora primeiro.
A volta foi diferente — mais leve, de algum jeito — e paramos em cachoeiras para refrescar (a água gelada me fez até dar um pulo). Quando chegamos de novo em Santa Marta, pernas doloridas e roupas ainda com cheiro de fumaça das fogueiras, percebi que não tinha checado o celular nenhuma vez durante o passeio. Não sei o que isso diz sobre mim ou sobre o lugar — mas, sim, ainda penso naquela vista lá do alto das terrazas às vezes.
A trilha é desafiadora e exige preparo físico moderado; espere longos dias caminhando pela selva e subindo degraus íngremes de pedra.
Sim, as refeições estão incluídas desde o almoço do primeiro dia até o almoço antes do retorno a Santa Marta.
Você pode escolher entre redes ou camas em cada acampamento, dependendo da disponibilidade.
Sim, guias locais experientes acompanham todos os grupos e compartilham informações culturais durante a caminhada.
Sim, o transporte em veículo 4x4 de Santa Marta até Mamey está incluído no início da jornada.
Sim, você passará por aldeias Kogui como Mutanyi, onde moradores podem estar presentes ao longo do caminho.
Leve pouca bagagem: calçado resistente, capa de chuva, repelente e itens básicos de higiene são essenciais para o conforto na trilha e nos acampamentos.
Sua aventura inclui transporte de Santa Marta até Mamey em caminhonete 4x4, todas as refeições do almoço do primeiro dia até o almoço antes do retorno, caminhada guiada por um especialista local que conhece a história e cultura Tayrona, pernoites em acampamentos compartilhados com opção de redes ou camas (sujeito à disponibilidade), além de várias paradas em rios para nadar ou se refrescar antes de voltar a Santa Marta no fim da tarde.
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