Você vai ficar debaixo do imponente Leshan Giant Buddha, ouvir histórias do seu motorista local, provar petiscos nas ruas de Huanglongxi e passear por vielas sombreadas por figueiras centenárias. Esse passeio privado te dá tempo para respirar entre as atrações — às vezes são esses momentos de silêncio que ficam na memória muito depois de sair de Sichuan.
Fica a cerca de 120 km ao sul de Chengdu; a viagem de carro dura em torno de 2 horas, dependendo do trânsito.
Sim, o transporte privado com busca no hotel está incluído para seu grupo.
Não, os ingressos não estão inclusos; leve seu passaporte para a entrada, pois pode ser solicitado no Leshan Giant Buddha.
Normalmente a visita dura de 1 a 2 horas, dependendo do ritmo e da quantidade de gente, antes de seguir para Huanglongxi.
A cidade preserva ruas da Dinastia Qing, templos antigos, figueiras-banyan centenárias e barracas de comida tradicional ao longo dos canais.
Não há almoço incluso, mas há muitas barracas em Huanglongxi onde você pode comprar petiscos ou refeições.
Sim, é adequado para todos os níveis de preparo físico; bebês podem ir em carrinhos se necessário.
Seu motorista explica tudo em inglês durante o dia todo.
O passeio inclui transporte privado com ar-condicionado e busca em Chengdu, água mineral durante o trajeto, explicações em inglês no Leshan Giant Buddha e em Huanglongxi, além de todas as taxas pagas pelo motorista antes do retorno à noite.
Já estávamos no meio do trânsito matinal de Sichuan quando nosso motorista, o Sr. Zhao, nos entregou água gelada e sorriu para minha tentativa sonolenta de falar “Leshan Dàfó”. A viagem de Chengdu passou rápido — talvez por causa das nuvens que mudavam sobre os campos ou pelas histórias que Zhao contava sobre monges e barqueiros que acreditavam que o Leshan Giant Buddha acalmava os rios. Não esperava me sentir tão pequeno aos pés da estátua; dava para ver cada sulco nos dedos de pedra. Havia um silêncio mesmo com a multidão — talvez fosse o som da água lá embaixo ou o jeito que todo mundo olhava para cima ao mesmo tempo.
Zhao explicou como os monges esculpiram canais de drenagem na estátua há mais de mil anos, e que ainda funcionam até hoje. Ele apontou onde as tempestades deixaram marcas de musgo no manto do Maitreya. Pulamos a fila dos ingressos porque Zhao cuidou de tudo (não esqueça o passaporte — eles conferem). Tentei imaginar os trabalhadores carregando pedras até a margem do rio séculos atrás. O ar tinha um leve cheiro de pedra molhada e incenso vindo de algum lugar perto. É curioso o que fica na memória — ainda penso naquela vista lá do meio da escadaria, quando uma brisa levou meu chapéu e uma criança ria enquanto corria atrás do próprio boné.
Depois de Leshan, seguimos para a antiga cidade de Huanglongxi. O sol apareceu justo quando cruzamos uma ponte de pedra antiga, e de repente havia lanternas vermelhas por toda parte. Dá para ouvir a água correndo sob passarelas de bambu e sentir o cheiro de tofu grelhado vindo das barraquinhas (acabei cedendo e comprei um — picante na medida para me fazer tossir). Velhas figueiras-banyan sombreiam a maior parte da Rua Zheng; suas raízes se enroscam nas paredes das lojas. Zhao acenou para um amigo vendendo folhas de chá — eles discutiram qual viela tinha os melhores bolinhos, mas concordaram onde encontrar macarrão gelado. Passamos por equipes de filmagem montando luzes (aparentemente esse lugar aparece em vários filmes chineses), mas no geral o clima era calmo e tranquilo, bem diferente do começo do dia.
Não sei se era só cansaço ou outra coisa, mas no fim da tarde me peguei sentado sob uma daquelas figueiras antigas, ouvindo sinos distantes do templo e pensando em quantas pessoas fizeram exatamente isso ao longo dos séculos. Então, se você quer um passeio de um dia saindo de Chengdu que mistura história com momentos de verdade — e não só fotos — esse me surpreendeu mais do que eu esperava.

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