Você vai explorar os morros de Valparaíso, patrimônio da UNESCO, com um guia local, andar em dois funiculares históricos, conhecer artistas pelas ruas coloridas e curtir vistas panorâmicas do Paseo 21 de Mayo. Espere conversas reais e surpresas, como música ao vivo ou cafés escondidos, que fazem você se sentir parte da cidade por uma tarde.
O tour a pé dura cerca de 3 horas.
Não, o ponto de encontro é na Plaza Sotomayor.
Sim, os ingressos para duas viagens de funicular estão incluídos.
O tour inclui a visita externa ao Palácio Baburizza; a entrada não está prevista.
Não é recomendado para quem tem mobilidade limitada ou problemas de saúde, devido às ladeiras e escadas íngremes.
Os grupos são privados ou semi-privados, pequenos e sem multidões.
Não inclui refeições, mas há tempo para comprar café ou sorvete nas paradas.
O guia é nativo de Valparaíso; espanhol e inglês são os idiomas mais comuns, dependendo da disponibilidade.
Sua tarde inclui ingressos para duas viagens nos funiculares históricos, além do bilhete para o trolley elétrico pela área UNESCO de Valparaíso. Você recebe protetor solar e álcool em gel no início, várias chances para pausas para café ou sorvete (por conta própria) e três horas explorando com um guia local que adapta as paradas ao seu interesse, ajudando você a voltar ou ficar mais tempo se quiser.
Quase perdi o ponto de encontro na Plaza Sotomayor porque me distraí com um vendedor de empanadas caseiras — ele acenou pra mim e, confesso, fiquei tentado. Nossa guia, Camila, me achou meio perdido (ela riu e disse que isso acontece com todo mundo no primeiro dia em Valparaíso). Logo de cara, ela distribuiu protetor solar e álcool em gel — parecia coisa de mãe, mas eu agradeci. A praça estava cheia de vida: estudantes, marinheiros com uniformes impecáveis perto do monumento da Marinha, e alguns cachorros dormindo no sol.
Entramos no funicular Reina Victoria — daqueles de madeira rangendo que parecem que não deveriam funcionar, mas funcionam. Subiu a ladeira tão íngreme que por um segundo meu estômago deu um frio (Camila brincou que o cemitério fica bem ali perto, por isso). No topo, o Cerro Concepción era uma explosão de cores: murais por toda parte, músicos de rua tocando um jazz que eu não consegui identificar. Um cheiro de café vinha de algum lugar — nunca descobri de qual café. Camila apontou artistas locais montando suas obras no Paseo Gervasoni e contou que alguns pintam ali há décadas.
Tentei pronunciar “Baburizza” direito no Palácio Baburizza — Li, do grupo, riu porque eu falei errado. O palácio é todo de vitrais e ângulos diferentes; Camila contou histórias de antigos capitães de navios que moravam perto dali. Andamos pelas ruas de pedra onde cada escada tinha seu grafite ou alguém vendendo joias feitas de vidro do mar. Toquei numa peça — ainda estava quente do sol.
A última parada foi o Paseo 21 de Mayo, com uma vista incrível da cidade e do porto — navios no mar azul, gaivotas gritando lá em cima. Tem também uma feira de artesanato; comprei um barquinho de lata pintado que agora fica na minha mesa. Camila se ofereceu para ajudar a gente a voltar ou ficar mais tempo se quisesse. Confesso que quase fiquei só para ver a luz mudando nas casas mais uma vez.

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