Você vai fazer uma trilha pelo desfiladeiro Turgen para sentir a névoa gelada da Cachoeira do Urso, depois seguir para o Lago Issyk, onde as cores mudam a cada nuvem. Com um guia local mostrando os melhores pontos para fotos e contando histórias, espere momentos para caminhar à beira do lago, respirar o ar fresco da montanha e guardar lembranças que ficam para sempre.
O Lago Issyk fica a cerca de 70 km de Almaty.
O passeio oferece transporte confortável saindo de Almaty, mas não menciona busca no hotel.
A trilha é curta, mas exige preparo físico moderado; não é recomendada para pessoas com problemas de saúde.
Use calçados confortáveis para caminhada e roupas adequadas ao clima; água mineral é fornecida.
Não há almoço tradicional incluso; geralmente os participantes comem sanduíches ou lanches durante as paradas.
Crianças menores de 3 anos não são permitidas neste passeio.
A cor do lago varia do turquesa ao azul profundo, dependendo da estação e da luz do dia.
Sim, a entrada no parque nacional está incluída no valor do passeio.
Seu dia inclui taxas de entrada no parque nacional, transporte em minibus ou ônibus com ar-condicionado saindo de Almaty, e bastante água mineral para você curtir a trilha no desfiladeiro Turgen e aproveitar o Lago Issyk sem preocupações com logística ou ingressos.
Abri os olhos devagar enquanto nossa van saía de Almaty, ainda segurando meu café. A cidade ficou para trás rapidinho, dando lugar às colinas verdes e aquele ar puro de montanha que só se sente perto do Ili-Alatau. A nossa guia, Aida, tinha um jeito tranquilo de avisar quando era hora de olhar para cima — e foi assim que avistamos o desfiladeiro Turgen pela primeira vez. Parecia até que alguém tinha aumentado o verde só para a gente. Começamos a caminhada cedo, o caminho estava silencioso, só o canto dos pássaros e o som dos nossos passos no cascalho. O cheiro de pinho e água gelada estava no ar. Quando chegamos na Cachoeira do Urso, coloquei a mão na névoa — mais fria do que eu esperava — e a Aida riu porque eu fiz uma cara como se tivesse mordido um limão.
A viagem até o Lago Issyk foi daquelas em que ninguém fala muito; todo mundo só fica olhando as montanhas passando. Tem algo mágico em ver aquela água turquesa surgindo entre as árvores que faz a gente parar, mesmo quem não é muito sentimental (eu não sou, mas… é difícil não ser). O lago fica a 1.756 metros de altitude — a Aida repetiu isso umas duas vezes porque alguém não parava de perguntar — e a cor dele realmente muda conforme a luz. Andamos pela margem rochosa enquanto alguns moradores faziam piquenique perto, compartilhando pão e chá. Tentei falar “Issyk” do jeito certo; a Li, do grupo, tentou também e errou mais ainda — todo mundo riu, inclusive um pescador nas pedras que só sorriu e acenou.
Tirei umas vinte fotos, mas nenhuma conseguiu capturar a imensidão do lugar ou o silêncio, quebrado só por risadas distantes e o vento na grama. O almoço foi simples, mas perfeito: sanduíches à beira do lago e água gelada direto do cooler da van. Meus sapatos ainda estavam molhados da cachoeira, mas nem liguei. No caminho de volta para Almaty, fiquei olhando as nuvens passando sobre os picos e pensei que às vezes não precisa de nada grandioso — só de algumas pessoas boas e um lugar que cheira a verão chegando.
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