Junte-se a um grupo pequeno no ponto de ônibus do Stanley Park e caminhe por trilhas sombreadas com um guia das Primeiras Nações, que compartilha histórias e conhecimentos sobre plantas. Prove um chá indígena perto do Beaver Lake, ouça usos tradicionais das árvores locais e reflita sobre práticas de cuidado que ainda vivem hoje. Não é só uma caminhada — é um convite para ver a floresta de Vancouver com outros olhos.
A caminhada dura cerca de 90 minutos no total.
O passeio começa no ponto de ônibus do Stanley Park, próximo ao Mini Trem e ao estacionamento do Aquário.
Não, não há transporte; os participantes se encontram no ponto de ônibus dentro do Stanley Park.
Você aprende sobre o uso das plantas indígenas para alimentação, medicina, tecnologia e cultura, tudo através de histórias durante a caminhada na floresta.
Durante o passeio, será oferecida uma xícara de chá Talaysay hush, uma mistura indígena de chá.
Sim, é adequado para todos os níveis físicos, mas não é recomendado para quem tem lesões na coluna ou problemas cardiovasculares graves.
Sim, animais de serviço são permitidos durante o passeio.
Sim, o passeio inclui uma volta ao redor do Beaver Lake.
Seu dia começa encontrando seu Embaixador Cultural da Terra no gazebo do ponto de ônibus do Stanley Park. Juntos, vocês seguirão por trilhas sombreadas até o Beaver Lake; pelo caminho, você provará o chá Talaysay hush (uma mistura indígena), ouvirá histórias e ensinamentos da guia, e retornará ao ponto inicial após cerca de 90 minutos de caminhada leve.
Nos encontramos no ponto de ônibus do Stanley Park, bem ao lado de um gazebo de madeira que parecia ter enfrentado vários invernos em Vancouver. Nossa guia — que se apresentou como T’uy’t’tanat — nos recebeu com um reconhecimento da terra que soou muito mais verdadeiro do que qualquer coisa que eu já tinha ouvido em sala de aula. Eu ficava olhando para as árvores ao redor, meio ouvindo, meio só respirando aquele cheiro úmido de cedro que só aparece aqui depois da chuva. Estava mais silencioso do que eu esperava, mesmo estando tão perto da cidade. O latido de um cachorro ao longe quebrou o silêncio, e começamos a caminhar em direção ao Beaver Lake, todos um pouco tímidos no começo.
T’uy’t’tanat parava de vez em quando para mostrar coisas que eu teria passado direto: arbustos de salmonberry (provei um — azedinho, mas gostoso), tiras de casca de cedro penduradas como fitas, e aqueles abetos enormes que ela chamava de “os antigos”. Ela contou a história da Árvore da Vida e como a avó dela fazia cestos com raízes. Em um momento, distribuiu um chá Talaysay hush — com cheiro terroso e sabor quase doce — e brincou que era melhor que Starbucks. Rimos, mas, sinceramente, aquilo me aqueceu mais do que meu café de sempre nos dias frios.
O ritmo era tranquilo, mas de um jeito bom. Às vezes ficávamos longos momentos em silêncio, ouvindo os pássaros ou só observando a luz passando pelas folhas. T’uy’t’tanat respondia todas as perguntas — até as mais difíceis sobre história — com uma paciência que eu queria ter. No caminho de volta pela trilha, alguém perguntou se ainda colhem aqui, e ela assentiu, explicando como funciona o cuidado com a terra hoje em dia. O grupo ficou mais quieto; acho que todos estavam pensando no que a gente tira dos lugares sem perceber.
Não esperava sair dali me sentindo tão diferente de quando entrei. Mesmo semanas depois, ainda penso naquelas árvores e no que elas já viram — o quanto vive silencioso, bem debaixo do que a maioria das pessoas nota. Se você quer um passeio cheio de espetáculo, esse não é o lugar. Mas se quiser realmente ouvir (a terra e as pessoas), talvez você sinta o que eu senti.

Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?