Você vai cozinhar cuscuz cabo-verdiano na cozinha de uma família em Santiago, explorar as cores e sons do Mercado de Assomada, nadar na Praia de Tarrafal sob coqueiros e provar pratos locais à beira-mar (almoço não incluído). Com transporte saindo de Praia e guia local, esse passeio te faz sentir parte da vida da ilha, mesmo que só por um dia.
Sim, o transporte de ida e volta no seu hotel em Praia está incluso.
Você vai aprender a fazer cuscuz (bolo de milho) e fidjós (banana frita com trigo).
Os dias principais são quarta e sábado; é quando o mercado fica mais cheio.
Não, o almoço não está incluído — você terá tempo para comer num restaurante local perto da Praia de Tarrafal.
Sim, assentos especiais para bebês estão disponíveis mediante pedido.
A viagem de Praia até Tarrafal dura cerca de 1h30 a 2h, com paradas pelo caminho.
Não é necessário preparo físico especial; o passeio é para todos os níveis.
Sim, o passeio inclui um guia local que fala inglês.
O dia inclui transporte de ida e volta no hotel em Praia, deslocamento pela Ilha de Santiago com um guia local amigável ao seu lado o tempo todo, além de uma oficina prática para preparar cuscuz e fidjós na cozinha da Dona Luísa — seguro de responsabilidade também está incluído para você curtir sem preocupações cada sabor e paisagem.
Com as mãos cobertas de farinha de milho, alguém ri atrás de mim — acho que é a Dona Luísa — porque meu cuscuz ficou torto e eu estou bem lento. A cozinha está cheia do cheiro doce do milho e das bananas fritas (fidjós, que eu nunca tinha provado antes). Ela me mostra de novo como modelar, paciente e divertida. A filha dela traz xícaras pequenas de café, forte para despertar qualquer um. Fico olhando pela janela para as colinas — tão verdes nessa época do ano — e pensando como o café da manhã é diferente quando você está na casa de alguém na Ilha de Santiago.
Depois de comer (e sim, meu cuscuz estava comível), nosso guia nos ajeita na van e seguimos para o Mercado de Assomada. É barulhento e colorido — vendedores gritam preços em crioulo, montes de mangas e mamões por todo lado. Tentei pechinchar por uns amendoins, mas acabei só sorrindo sem jeito; uma senhora me deu um punhado mesmo assim. Se estiver lá numa quarta ou sábado, o movimento é ainda maior. O mercado tem cheiro de terra, cascas de fruta e um pouco de suor, pra ser sincero. Nosso guia conhece metade das pessoas — parece que ele cresceu em cada esquina.
A estrada atravessa a Serra Malagueta, subindo até meus ouvidos estourarem. Paramos para fotos a 1.000 metros — venta bastante lá em cima — e depois descemos até a Praia de Tarrafal. A areia é quase branca perto das colinas escuras de origem vulcânica; os coqueiros parecem cansados, inclinados sobre a água. Nadar foi perfeito depois do calor do mercado. Almoçamos num lugar simples perto da praia (não incluso), peixe grelhado com gosto de mar e sal — às vezes ainda lembro dessa refeição quando sinto cheiro de carvão em casa.
Na volta, seguimos pela costa passando pelas rochas negras e selvagens de Calheta, depois cruzamos campos verdes com cabras espalhadas. A essa altura, todo mundo na van está quieto, só o guia cantando baixinho uma música antiga de Cabo Verde no rádio... não lembro o nome agora. Enfim, se você quer um passeio em Santiago que vá além dos pontos turísticos — uma mistura real de comida, gente e ar do mar — esse fica na memória mais tempo do que imagina.

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