Embarque no histórico Trem Maria Fumaça saindo de Gramado ou Canela para um dia com música ao vivo, degustação de vinhos locais e histórias emocionantes no parque Epopeia Italiana. Aproveite um almoço regional entre vinhedos em Bento Gonçalves antes de voltar para casa com novos amigos — e um pouco de nostalgia no coração.
O trem percorre Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa; reserve o dia todo para paradas e atividades.
Sim, o almoço está incluso em um restaurante típico no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.
Sim, o traslado saindo de hotéis em Gramado ou Canela está incluído.
Sim, há degustação de vinhos (e suco para menores de 18 anos) durante o trajeto.
A Epopeia Italiana é um espetáculo imersivo que conta a história dos imigrantes italianos que se estabeleceram na Serra Gaúcha.
Sim, crianças são bem-vindas; para elas, é servido suco no lugar do vinho.
Sim, há breves paradas em lugares como Carlos Barbosa para explorar ou experimentar comidas locais.
Seu dia inclui transporte ida e volta de Gramado ou Canela, ingressos para o Trem Maria Fumaça e o parque Epopeia Italiana, degustação guiada de vinhos locais (ou suco), tempo para visitar lojas de queijo e comprar lembranças ao longo do caminho, além de um almoço reforçado em restaurante familiar entre os vinhedos de Bento Gonçalves antes do retorno confortável.
O dia começou mais cedo do que eu gostaria, mas acho que é assim que se pega o Maria Fumaça em Gramado. Nosso motorista já estava esperando na porta do hotel — acenou com um sorriso largo, o que melhorou meu humor (não sou muito de manhã). A viagem até Bento Gonçalves foi tranquila, só quebrada por algumas risadas lá atrás. A névoa ainda abraçava as colinas quando chegamos à estação. No ar, o cheiro de café e algo doce — talvez um pãozinho de café da manhã? A locomotiva antiga parecia saída de um filme. Tinha famílias por todo lado, e uns senhores discutindo qual vagão tinha a melhor vista. Eu só escolhi um qualquer.
Quando o trem começou a andar, rolou música ao vivo — acordeão e canto que fizeram todo mundo bater palmas mesmo sem saber a letra (eu, com certeza, não sabia). A guia Ana distribuiu copinhos de vinho local (suco para as crianças) enquanto passávamos por Garibaldi. Ela contou como essas vinícolas existem desde que os imigrantes italianos chegaram por aqui. O vinho era mais leve do que eu esperava, com um sabor fresco — quase espumante? Ou será que foi impressão minha. Paramos em Carlos Barbosa para uma rápida caminhada; tinha lojas de queijo com degustação, e eu tentei falar “queijo colonial” direito, mas provavelmente falei tudo errado. O atendente só riu e me deu uma fatia extra.
Depois veio a Epopeia Italiana — um parque que mais parece entrar na memória de alguém do que um museu comum. Atores vestidos a caráter nos guiaram por salas que cheiravam levemente a fumaça de lenha e tecido antigo, contando a história de Lázaro e Rosa (o casal que deixou a Itália para vir ao Brasil). Em um momento, ficou tão silencioso que dava para ouvir alguém soluçando atrás de mim. É impressionante como uma boa história faz a gente se conectar com pessoas que nunca conheceu.
O almoço foi num lugar rústico cercado por vinhedos — nada sofisticado, mas sinceramente uma das melhores refeições da viagem. Teve massa com molho de tomate que parecia feito pela avó de alguém (talvez tenha sido mesmo), e mais vinho para quem quisesse. A essa altura, todo mundo na mesa parecia amigo de longa data, não só conhecido de algumas horas. Na volta para Gramado, Ana apontou a fábrica da Tramontina — brincou dizendo que toda cozinha brasileira tem pelo menos uma faca deles. Ainda lembro do apito do trem ecoando pelas colinas quando partimos; parecia um adeus a outra época.

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