Você vai decolar da Pedra Bonita, guiado por um piloto local, voando sobre a mata e a cidade até pousar suavemente na Praia de São Conrado. Não precisa ter experiência; capacete e checagens de segurança estão inclusos. Sinta o nervosismo virar admiração enquanto flutua sobre as colinas verdes e a orla do Rio — uma experiência que fica para sempre.
O voo dura entre 8 e 12 minutos, dependendo das condições.
A decolagem é da Pedra Bonita, na Floresta da Tijuca, a 1700 pés; o pouso é na Praia de São Conrado.
Não, o piloto explica tudo antes da decolagem.
Use calçados confortáveis — nada de chinelos ou sandálias — e evite comidas pesadas antes do voo.
O limite é cerca de 80 kg para asa delta e 110 kg para parapente.
O equipamento conta com paraquedas de segurança e passa por inspeções regulares.
Quem tem entre 16 e 18 anos precisa estar acompanhado por um responsável legal.
Se o voo for cancelado por mau tempo, você pode remarcar ou receber reembolso total.
Seu dia inclui capacete e todo o equipamento de segurança, instruções detalhadas do guia local bilíngue antes da decolagem, e um voo em dupla sobre o Rio de Janeiro com pouso suave na Praia de São Conrado — tudo organizado para você só se preocupar em voar.
Ainda sinto a emoção daquele primeiro passo na Pedra Bonita — uma mistura estranha de nervosismo e empolgação, como se o corpo não soubesse se devia correr ou congelar. Nosso guia, Marcelo, não parava de fazer piadas em português e inglês (peguei só metade, mas rir é universal) enquanto conferia meu cinto pela terceira vez. A cidade lá embaixo começava a despertar, dava para sentir o cheiro das folhas molhadas da Floresta da Tijuca e ouvir o trânsito distante junto com o canto dos pássaros. Nunca tinha percebido o quanto o Rio é verde até ver tudo dali de cima.
E o voo? Nada assustador como eu imaginava — mais uma sensação de flutuar do que de cair. O vento batia fresco no rosto e, por alguns minutos, esqueci de tudo, só curtindo a vista: a mata dando lugar aos telhados, até que de repente apareceu a curva branca da Praia de São Conrado. O Marcelo apontou a estátua do Cristo lá longe, à esquerda (ele chamou de “Cristo” com um sotaque que deixava a palavra mais suave). Foram só 10 minutos no ar, mas pareceram mais, e no melhor sentido. Tentei dizer “obrigado” quando pousamos, mas acho que saí meio enrolado; ele só sorriu e fez um joinha.
Não esperava me sentir tão tranquilo depois — talvez seja o fato de pisar descalço na areia quentinha ou o alívio de as pernas lembrarem como andar. O voo de asa delta no Rio realmente fica marcado; fico pensando naquele instante antes da decolagem, quando tudo fica silencioso, só ouvindo a própria respiração. Então, se você está com um pé atrás (ou com medo), faça mesmo assim. Essa vista vale cada friozinho na barriga.

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