Você vai cavalgar por colinas verdes da Bocaina perto de Paraty & Cunha, guiado por quem conhece cada canto. Faça uma pausa para um piquenique no Belvedere — queijo fresco, pão e ar puro da montanha — e deixe o tempo desacelerar enquanto os vales se estendem lá embaixo. Transporte privativo facilita tudo; o que fica é a paz desse lugar.
O passeio dura cerca de 1 hora e 15 minutos dentro de propriedade privada.
Sim, o transporte privativo de ida e volta para hotéis no centro de Paraty está incluso.
O piquenique traz produtos locais frescos selecionados, como queijo e pão.
Sim, capacetes são fornecidos e obrigatórios para todos os participantes.
Crianças a partir de 4 anos podem participar, desde que acompanhadas por um adulto.
A atividade é exclusiva para seu grupo, com mínimo de 2 e máximo de 4 pessoas.
O passeio acontece perto da divisa entre Cunha e Paraty, dentro da área do Parque Serra da Bocaina.
Recomenda-se usar calça comprida e calçado fechado; sandálias e shorts não são indicados.
Seu dia inclui transporte privativo do centro de Paraty, instruções básicas de equitação com capacete, passeio guiado a cavalo pela serra da Bocaina, água mineral durante o trajeto e um piquenique especial com produtos frescos locais no Belvedere, antes do retorno tranquilo à cidade.
A primeira coisa que me chamou atenção foi o cheiro — uma mistura de terra molhada, capim e couro, junto com aquele ar puro de montanha que só se sente lá no alto. Nosso motorista nos buscou em Paraty e a estrada subiu pela Serra da Bocaina, com colinas verdes se estendendo por todos os lados. Eu não esperava chegar tão alto (quase 1.300 metros, disse o guia) nem que os cavalos fossem tão tranquilos. O meu cavalo se chamava Lua — que significa “moon” em português — e ficava mexendo as orelhas pra trás, como se estivesse prestando atenção na nossa conversa.
Começamos devagar — umas aulas básicas para quem não tem experiência (eu precisava), e depois partimos para uma propriedade particular onde só se ouvia o canto dos pássaros e, de vez em quando, o som distante de um sino de vaca. O guia, Rafael, cresceu por ali e contou histórias de como a família dele cruzava essas montanhas entre Cunha e Paraty antes de existirem estradas. Em um momento, ele apontou uma árvore cheia de pequenas orquídeas amarelas que eu jamais teria reparado. O clima estava úmido, mas sem calor, e o vento mudava o tempo todo — ora vinha cheiro de eucalipto, ora o suor do cavalo.
O piquenique no Belvedere é o que mais ficou na minha memória — uma mesa de madeira sob o céu aberto, queijo com gosto de capim e sol, pão quentinho saído da cozinha de alguém ali perto. Rimos tentando falar “queijo minas” direito (Rafael sorriu; eu provavelmente falei tudo errado). Tinha água mineral, mas também um suco com sabor quase floral — queria ter perguntado qual fruta era. A vista ficava ali, silenciosa enquanto comíamos: vales que sumiam na névoa azul, nada se mexia além das sombras das nuvens. Sem pressa para terminar ou ir embora.
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