Você vai percorrer estradas cercadas pela mata até as ruas calmas de Antonina, depois explorar Morretes e provar seu famoso barreado à beira do rio. Para fechar, um passeio de trem histórico pela Serra do Mar até Curitiba, enquanto o entardecer colore a paisagem. Não é sobre horários perfeitos ou atrações polidas — são pequenos momentos que ficam na memória.
A viagem de trem leva cerca de 4 horas saindo de Morretes até Curitiba.
Sim, o almoço típico com barreado é incluído em um dos melhores restaurantes de Morretes com vista para o rio.
Não, os guias da van e do trem falam apenas português durante o passeio.
Barreado é um cozido tradicional do Paraná feito com carne, farinha de mandioca, arroz, banana, peixe, camarão e salada.
Sim, o passeio inclui transporte em veículo com ar-condicionado entre Curitiba e as atrações.
Não, bebidas e sobremesas são pagas à parte conforme o que você pedir.
Não há garantia — o horário pode variar por causa do clima ou atrasos; às vezes dá para ver o pôr do sol, às vezes não.
Você recebe biscoitos simples e uma bebida (água ou refrigerante) por pessoa durante a viagem de trem.
Seu dia inclui traslado em veículo com ar-condicionado saindo de Curitiba, visitas guiadas (em português) por Antonina e Morretes com tempo livre para explorar cada cidade, almoço tradicional com barreado (mais peixe, camarão, arroz e salada) com vista para o rio Nhundiaquara em Morretes, embarque no trem turístico para o retorno de quatro horas com paisagens incríveis — além de biscoitos e uma bebida a bordo, chegando em Curitiba à noite.
Confesso que não esperava ficar tão curioso com um passeio de trem, mas algo em sair de Curitiba rumo ao litoral sobre trilhos mexeu comigo. Começamos numa van que descia a Estrada da Graciosa — verde por todos os lados, neblina pairando nas colinas, e nosso motorista conversando em português (entendi mais ou menos metade, mas de algum jeito fazia sentido). A primeira parada foi Antonina: ruas tranquilas, casarões coloniais desgastados e uma lojinha de bala de banana onde o ar cheirava a açúcar caramelizado. Tentei falar “bananinha” direito — Li riu de mim, e achei justo.
Depois veio Morretes. O rio Nhundiaquara corta a cidade — lento, meio barrento, quase preguiçoso. Tivemos um tempo para explorar; igrejas antigas, barraquinhas vendendo cachaça e doces cítricos diferentes. O almoço foi barreado — um cozido de carne com farinha de mandioca e banana de acompanhamento. É pesado, mas reconfortante (e juro que ainda fico pensando naquele sabor). O restaurante ficava de frente para o rio; dava pra ouvir crianças gritando lá longe e o tilintar dos pratos lá dentro. Nosso guia só falava português, mas apontava com tanta empolgação que a gente acabava entendendo.
Subir no trem da tarde para voltar a Curitiba foi como entrar numa máquina do tempo. O vagão tinha um cheiro leve de estofado antigo e biscoitos (eles entregam um pacotinho — não espere muito). A viagem dura cerca de quatro horas, passando por túneis e pontes que às vezes parecem estreitas demais. De repente, a Mata Atlântica explode do lado de fora da janela — cipós pendurados nas árvores, tudo verde de um jeito impossível. Alguém atrás começou a cantar baixinho por um tempo; foi estranho e ao mesmo tempo relaxante enquanto o trem seguia seu ritmo. Os guias contavam histórias de como construíram essa ferrovia nos anos 1880 — não peguei todos os detalhes, mas dava pra sentir o orgulho deles.
O sol começou a se pôr enquanto subíamos, embora eu não soubesse dizer se era o pôr do sol ou só as nuvens deixando tudo dourado e cinza. Chegar de volta a Curitiba foi ao mesmo tempo rápido e suave. Se você quer um passeio de um dia saindo de Curitiba que não seja só marcar pontos turísticos, mas deixar as coisas acontecerem ao seu redor — esse é o passeio.

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