Você começa lá no alto de La Paz no famoso tour de bike pela Death Road da Bolívia — sentindo o vento gelado no começo, depois mergulhando pelas nuvens até o ar úmido da selva. Com guias experientes cuidando da segurança e contando histórias, você vai fazer lanches perto de cachoeiras e terminar com um almoço buffet e um mergulho num refúgio na selva. É uma mistura de nervosismo e risadas que você vai lembrar muito depois das pernas voltarem ao normal.
O percurso completo tem cerca de 64km, saindo de La Cumbre até o refúgio na selva perto de Yolosa.
Sim, todo o equipamento para pedalar é fornecido: capacetes, proteções, jaquetas/calças, luvas e bicicletas de alta qualidade revisadas diariamente.
Você recebe café da manhã antes de começar, lanches durante as paradas e um almoço buffet no refúgio da selva.
Um ônibus privado leva você do refúgio na selva de volta ao centro de La Paz, perto do seu hotel.
Sim — há chuveiros quentes com toalhas, sabonete e shampoo no ponto final, além de piscina para nadar ou descansar.
Não — mas é importante ter um preparo físico moderado e estar confortável pedalando descidas por várias horas.
Os guias falam inglês e espanhol fluentemente durante todo o passeio.
A idade mínima é 18 anos; todos os participantes devem fornecer dados do passaporte na reserva.
Seu dia inclui busca cedo em La Paz com transporte privado até o passo La Cumbre; todo o equipamento de pedal ajustado para você; café da manhã antes da saída; água mineral à vontade; duas paradas para lanches na Death Road; acompanhamento de guias locais experientes em inglês ou espanhol; um grande almoço buffet num refúgio na selva com acesso à piscina; chuveiros quentes com toalhas; e transporte de volta ao seu hotel em La Paz no fim da tarde.
Alguém me entrega um capacete antes mesmo de eu estar totalmente acordado. As janelas estão cobertas de geada e nosso guia — Carlos, acho — solta uma piada sobre “última chance para um café”. Estamos em La Cumbre, a 4.700 metros, e, sinceramente, minhas mãos já estão dormentes dentro das luvas. As bikes estão alinhadas na névoa, todas coloridas e com respingos de lama do dia anterior. Carlos confere meus freios (aqui o esquerdo é o traseiro, diferente de casa), olha nos meus olhos e pergunta: “Tá pronto?” Eu assinto, mas nem sei se acredito nisso.
O primeiro trecho é asfalto liso — 24 quilômetros — o que me surpreendeu. É rápido, mas ainda não dá medo, só aquele vento gelado no rosto e o silêncio estranho que rola quando todo mundo está concentrado. Paramos algumas vezes para o Carlos mostrar para onde as nuvens estão indo ou avisar sobre curvas fechadas que vêm pela frente. Em Unduavi pagamos um pedágio (tento pegar as moedas com os dedos congelados) e depois pegamos o ônibus para subir um trecho que ninguém quer pedalar.
E aí começa a verdadeira Death Road. O ar muda — fica mais verde, quase doce — e de repente aparecem cachoeiras bem na beira da estrada e papagaios gritando lá embaixo. A estrada antiga se agarra na montanha como se pudesse desabar a qualquer momento. Meus pneus estalam no cascalho enquanto o Carlos grita avisos sobre as curvas (“Não olhe para baixo!”) e conta histórias de quem dirigia ali todo dia. Paramos duas vezes para um lanche; bananas nunca pareceram tão gostosas depois de tanta adrenalina, pode confiar.
Não esperava acabar nadando numa piscina na selva depois de tudo isso — ainda com metade do equipamento porque esqueci o protetor solar. O almoço é um buffet sob as palmeiras; todo mundo fala mais alto agora, rindo das situações perigosas ou reclamando das pernas que parecem gelatina. O banho quente quase vale tanto quanto terminar o pedal. No longo caminho de volta para La Paz, fico revivendo aqueles momentos acima das nuvens — não sei se fiquei mais assustado ou feliz na maior parte do tempo.
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