Você vai participar de um passeio em grupo pequeno, tranquilo, saindo de Melbourne ao meio-dia, visitando três vinícolas escolhidas a dedo no Yarra Valley, com bastante tempo para curtir as degustações (e talvez uma tábua de queijos). Guias simpáticos, histórias locais e vistas de vinhedos que ficam na memória — mesmo se você não for expert em vinho.
O encontro é às 11h45 em frente ao Arts Centre Melbourne; a saída é pontualmente às 12h.
Você vai conhecer três vinícolas nesse passeio tranquilo de meio dia.
Sim, transporte confortável em grupo está incluído, com ida e volta do centro de Melbourne.
Não, tábuas de queijos ou frios podem ser compradas em uma das paradas, se desejar.
Os grupos variam de 6 a 20 pessoas para garantir um clima mais íntimo.
O ônibus costuma voltar ao centro de Melbourne, perto da Federation Square (ACMI), por volta das 17h15.
Bebês e crianças pequenas podem ir se estiverem em carrinho; porém, não é recomendado para gestantes ou pessoas com certas condições de saúde.
Se quiser visitar vinícolas específicas, é bom confirmar antes, pois as paradas podem variar conforme a data.
O seu dia inclui encontro ao meio-dia em frente ao Arts Centre Melbourne, transporte confortável de ida e volta por paisagens lindas, taxas de degustação em três vinícolas selecionadas no Yarra Valley (entre tradicionais e boutique), além de tempo para curtir tábuas de queijos ou frios opcionais, antes de voltar para a cidade no começo da noite.
Logo de cara, o que mais me chamou atenção foi o sol batendo na Spire do Arts Centre Melbourne enquanto esperávamos do lado de fora do café Protagonist — parecia que todo mundo na cidade estava correndo pra algum lugar, mas a gente só ficava ali, jogando conversa fora sem pressa. Nossa guia, Sarah, chegou na hora certinha (ela tinha um jeito tão tranquilo que parecia que a gente se conhecia há anos) e, antes que eu percebesse, já estávamos saindo de Melbourne rumo ao Yarra Valley. O ônibus fazia um ronronar suave; alguém atrás de mim riu ao lembrar que esqueceu o protetor solar — clássico.
Começamos pela Yering Station. Já tinha ouvido falar, mas nunca tinha provado os vinhos deles. Tem algo especial naquele lugar — as construções de pedra antigas, o cheiro no ar que mistura eucalipto com barris de carvalho. A Sarah serviu um Chardonnay e contou histórias da família que fundou tudo ali. Tentei girar a taça igual a ela, mas acabei espirrando vinho na mão. Ninguém ligou; todo mundo estava ocupado sorrindo ou cheirando a taça, fingindo entender o que “notas de pêssego” quer dizer. Será que eu senti algo doce? Difícil dizer.
A segunda parada foi uma surpresa — a Sarah falou que eles mudam o roteiro para não ficar repetitivo. Acabamos numa vinícola menor (acho que era Yileena Park?), sentados num deck com vista direta para as colinas azul-esverdeadas do Yarra Ranges. Alguém pediu uma tábua de queijos — sério, aquele brie cremoso com mel local era surreal — e eu só pensava como o lugar era silencioso, só quebrado pelo canto dos sabiás por perto. O enólogo apareceu pra conversar rapidinho e brincou com seu “francês meio duvidoso”. Ri mais do que devia.
Por último, fomos à Yering Farm Winery, que tinha um charme mais rústico do jeito certo — vigas de madeira, cestas de maçãs na porta, essas coisas. O cidra deles me surpreendeu (não sou muito fã de cidra), bem fresca e azedinha depois de tantos tintos. No caminho de volta pra Melbourne, a galera cochilava ou trocava Instagram — eu só ficava olhando as fileiras de parreiras passando na luz do fim da tarde. Ainda lembro daquela vista quando fico preso no trânsito em casa.
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