Você começa antes do amanhecer em Broome e encontra a equipe na Cygnet Bay antes de navegar por ilhas antigas rumo à Talbot Bay. Veja golfinhos brincando, sinta o spray das Horizontal Falls (se a maré permitir) e aproveite um almoço de frutos do mar em 7 etapas enquanto aprende sobre a história local com o guia. Esse passeio pelo Kimberley é mais sobre pequenos momentos que você vai guardar para sempre do que só riscar itens da lista.
Sim, o traslado sai dos hotéis em Broome entre 4h30 e 5h.
Não, por questões de segurança e respeito cultural, não atravessam as quedas.
Você recebe café da manhã a bordo e um almoço de frutos do mar em 7 etapas com ingredientes locais.
O passeio dura o dia todo, incluindo os traslados de Broome até Cygnet Bay e volta.
Bebidas alcoólicas estão incluídas, com algumas restrições.
O passeio é adequado para todos os níveis de condicionamento físico.
É possível avistar golfinhos, tartarugas, águias marinhas, peixes voadores e às vezes baleias jubarte.
Sim, a equipe é experiente e compartilha histórias sobre a cultura e história durante o trajeto.
Seu dia inclui traslado cedo em Broome, todos os transfers até a Cygnet Bay Pearl Farm, onde você embarca no Ohana para o café da manhã enquanto navega para o norte; lanches e bebidas disponíveis o tempo todo; vista de perto das Horizontal Falls em barco auxiliar (depende da maré), almoço de frutos do mar em várias etapas preparado por chef especialista com ingredientes locais; todas as taxas inclusas e retorno de ônibus à noite.
A Li já estava sorrindo quando descemos do ônibus na Cygnet Bay Pearl Farm — mal era amanhecer, mas ela me entregou um café como se soubesse exatamente o que eu precisava. A equipe parecia mais amiga antiga do que guia. Alguém apontou as primeiras manchas de rosa sobre o Arquipélago Buccaneer e juro que, mesmo meio sonolento, aquele cheiro de mar me despertou mais rápido que café. Tem algo especial em começar um passeio pelo Kimberley assim — meio sonolento, mas cheio de expectativa.
O café da manhã no barco foi simples, mas delicioso (até hoje penso naqueles doces), e então seguimos deslizando para o norte pela costa. Nosso guia, o Dave, não parava de contar histórias sobre a Ilha Cockatoo e como aquelas pedras são mais antigas que a lógica. Em certo momento, golfinhos começaram a seguir nosso rastro — não para aparecer, só porque queriam mesmo. Quando chegamos perto da Silica Beach dava para sentir o cheiro das algas. Tudo parecia tão natural e verdadeiro; ninguém tentava impressionar a gente.
O momento que fez o coração acelerar foi quando nos aproximamos da Talbot Bay, onde ficam as Horizontal Falls. Pulamos nos pequenos barcos auxiliares — quase perdi o chapéu com o vento — e lá estavam elas: a água apertando entre as pedras numa correnteza louca de lado. A Li tentou falar “Dambeemangarddee” (os donos tradicionais) e o Dave riu de leve, corrigindo a pronúncia sem deixar o clima estranho. As quedas não estavam tão fortes naquele dia, mas sério? Só de ver de perto, ouvir aquele barulho profundo e sentir o spray no rosto... ficou marcado.
Depois, de volta ao Ohana, o almoço virou uma festa lenta — sete etapas de frutos do mar da Austrália Ocidental que pareciam ter sido ensinadas pela avó do chef. O sol refletia nos óculos de todo mundo enquanto o Dave explicava por que nunca passam pelas quedas, por respeito à cultura e segurança. Fazia todo sentido. A volta foi mais tranquila; gente cochilava ou observava as ilhas passando pela janela. Não sei bem explicar, mas saí dali com uma leveza diferente.
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