Você vai caminhar sob árvores gigantes em Mt Field perto de Hobart, sentir o spray das Russell Falls no rosto e conhecer de perto a vida selvagem no Bonorong Sanctuary — tudo com um guia local que conhece cada atalho e história. Prepare-se para botas enlameadas, pernas cansadas e momentos de silêncio que vão ficar na memória.
O tour dura cerca de 9 horas, incluindo o trajeto de ida e volta, retornando por volta das 17h30.
Não, o almoço não está incluído; leve seu próprio lanche ou sanduíche para o dia.
Sim, a entrada para o Bonorong Wildlife Sanctuary já está incluída no preço do tour.
As caminhadas variam de fácil a moderada, com alguns degraus; é preciso ter um condicionamento físico razoável.
Você verá cangurus (que pode alimentar na mão), wombats, diabos-da-tasmânia, equidnas e outras espécies nativas.
Não há transporte do hotel; confirme com o fornecedor o ponto de encontro no centro de Hobart.
Calçados confortáveis para caminhada, roupas adequadas ao clima (pode fazer frio no Mt Wellington), água e lanches ou almoço.
A idade mínima é 8 anos, devido às distâncias das caminhadas e ao nível de atividade.
Seu dia inclui trilhas guiadas por guias locais experientes pelas florestas e cachoeiras de Mt Field, entradas para Mt Field e Bonorong Wildlife Sanctuary, onde você vai conhecer animais nativos de perto — incluindo alimentar cangurus — e transporte confortável em grupo pequeno pelo sul da Tasmânia, retornando a Hobart à noite.
“Vai querer contar os degraus,” sorriu nosso guia Dave enquanto começávamos a subida para as Horseshoe Falls. Eu já tinha perdido a conta no meio do caminho — pernas queimando, respiração misturada com aquele ar fresco e musgoso que só se encontra nas florestas da Tasmânia. Mt Field fica a cerca de uma hora e meia de Hobart, mas parece outro mundo; até a luz é diferente aqui, filtrada por samambaias e aquelas eucaliptos gigantes. Eu parava o tempo todo só para encostar a mão na casca — úmida, áspera, meio que te conecta. Alguém atrás de mim riu quando tentei pronunciar ‘kunanyi’ (definitivamente estraguei a palavra).
Russell Falls era mais barulhenta do que eu esperava — um rugido constante, não uma queda mansa. Dá para sentir o cheiro da terra molhada antes de ver qualquer coisa. Fizemos o circuito completo das Três Cachoeiras, que parece ambicioso, mas na real é só caminhar e admirar a paisagem. A trilha Tall Trees era quase silenciosa, só os pássaros quebrando o silêncio — uma criança do grupo tentou identificar todos os papagaios, mas acabou distraída contando os anéis das árvores. Dave contou que esses eucaliptos estão entre as plantas com flores mais altas do mundo. É estranho e impressionante ficar ali, com o pescoço esticado até doer.
Depois do almoço (sanduíches simples num tronco úmido — nada sofisticado), seguimos para o Bonorong Wildlife Sanctuary. O lugar tem cheiro de eucalipto e pelos de animais, não é ruim, é só autêntico. Um tratador nos deixou alimentar cangurus na mão; a pelagem deles é mais macia do que eu imaginava. Os wombats passavam andando como se fossem os donos do pedaço. Os diabos-da-tasmânia estavam dormindo empilhados até alguém abrir um saco de comida — aí acordaram num instante e começaram a brigar pelos restos. Tem algo em vê-los de perto que faz você torcer por eles.
A última parada foi no kunanyi/Mt Wellington. Já tinha nuvens cobrindo o topo, então a vista de Hobart ficava meio encoberta — às vezes dava para ver até a água, outras só aquela névoa branca rodopiando nos seus pés. Estava frio o bastante para todo mundo se juntar para as fotos antes de correr de volta para a van. Ainda penso naquela vista quando estou preso num lugar barulhento ou cheio; lá em cima tem um silêncio que fica com você muito depois de sair.

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