Você vai remar pelo Boambee Creek ao pôr do sol com uma cientista marinha, ver arraias e garças na luz dourada, tentar pescar yabbies com as crianças (ou só observar) e compartilhar lanches simples na margem. Água calma, remada fácil para todos os níveis e momentos que ficam na lembrança muito depois de voltar.
Sim, é pensado para quem nunca remou e para famílias; todas as instruções são dadas durante o passeio.
Você pode avistar arraias, garças, socós, gaviões-pescadores, maçaricos, caranguejos eremitas e yabbies.
Sim, há frutas e doces como biscoitos durante uma pausa no riacho.
Sim, coletes salva-vidas e todo o material de segurança fazem parte da reserva.
Sim; bebês e crianças pequenas podem ir usando assentos especiais ou até carrinho, se precisar.
Sim; pessoas em cadeira de rodas podem participar desta atividade.
A guia é uma instrutora premiada e cientista marinha formada na universidade.
Seu passeio inclui todo o equipamento de segurança, como coletes salva-vidas, além de frutas e biscoitos para o lanche no meio do trajeto, à beira do rio. Uma cientista marinha local e simpática vai guiando você com técnicas de remada suave, enquanto aponta a vida selvagem do Boambee Creek, antes de voltarmos com o cair da noite.
Já estávamos deslizando pelo Boambee Creek quando percebi como o mundo pode ficar silencioso ao anoitecer. Nossa guia, Sarah — que é cientista marinha, acredita? — apontou uns garças claras andando devagar entre os manguezais. Tentei remar sem fazer barulho, mas acabei molhando a mim mesmo (Sarah só sorria). A água tinha cheiro de mar e verde, e de vez em quando se ouvia um splash — talvez um peixe, ou só meu remo mesmo.
Em uma curva, Sarah nos ensinou a pescar yabbies (eu nem sabia o que era isso antes). Minha filha gritou de alegria quando achou um caranguejo eremita — com aquelas patinhas minúsculas acenando como se dissesse oi. Também vimos arraias, sombras achatadas deslizando sob nossos caiaques. O sol baixava rápido, tingindo o riacho de dourado e rosa. Não esperava me sentir tão relaxado ali; até meu celular ficou guardado o tempo todo.
Acho que o melhor foi o ritmo tranquilo de tudo. Paramos numa pequena faixa de areia para comer frutas e biscoitos — nada sofisticado, mas perfeito depois de remar. Sarah contou sobre os ninhos de gavião-pescador lá no alto (ainda não acredito no tamanho dessas aves de perto). As crianças continuaram pescando yabbies até as mãos ficarem sujas e felizes. Voltamos devagar enquanto o céu escurecia — só o som de risadas baixas atrás de mim. É engraçado como a gente guarda esse tipo de silêncio na memória.
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