Você vai caminhar de Ushuaia até o Vale Tierra Mayor com um guia local, atravessando florestas e riachos rochosos até a Laguna Esmeralda, alimentada por geleiras. Depois, aproveite um almoço simples à beira da água verde surreal antes de voltar. Prepare-se para botas enlameadas, ar gelado no rosto e momentos de silêncio que ficam na memória.
A caminhada dura cerca de 1,5 a 2 horas em cada sentido, saindo da entrada da trilha fora de Ushuaia.
Sim, o traslado do seu hotel em Ushuaia está incluso no tour.
Leve água, use calçado resistente para caminhada; o clima pode estar frio ou úmido.
Sim, um almoço simples em caixa é fornecido, geralmente com sanduíche, fruta e um lanche.
É necessário um preparo físico moderado; o terreno pode ser lamacento ou rochoso, mas não técnico.
A cor esmeralda aparece no verão; no inverno a lagoa fica congelada e coberta de neve.
Sim, um guia local acompanha todo o percurso.
O dia inclui transporte do seu hotel em Ushuaia, traslado confortável até o Vale Tierra Mayor, caminhada guiada por trilhas na floresta até a Laguna Esmeralda, além de um almoço em caixa para curtir à beira da lagoa antes do retorno à tarde.
A van nos deixou bem na entrada do Vale Tierra Mayor, e, para ser sincero, eu ainda estava meio sonolento, segurando meu térmico. Nosso guia, Martín, sorriu e disse que logo iríamos nos aquecer — e não estava brincando. O ar tinha um cheiro forte, de musgo molhado e algo gelado por baixo. Começamos a andar, as botas rangendo sobre raízes e pedras, e eu ficava olhando para o céu tentando adivinhar se ia chover. É aquele tipo de lugar onde o clima parece que está te observando de volta.
Eu já tinha ouvido falar da tal “Laguna Esmeralda”, mas não esperava que a trilha fosse tão viva — passarinhos pulando entre os galhos, lama que grudava nas botas (quase perdi uma delas), e o Martín apontando uns fungos laranjas minúsculos em troncos caídos. Ele contou histórias sobre castores — que, pelo visto, não são nativos daqui — e como eles mudaram o vale. Teve um momento perto do rio em que todo mundo ficou em silêncio; dava para ouvir a água correndo sob o gelo ali perto. Esse silêncio ficou comigo.
A última parte era cheia de pedras — não difícil, mas precisava prestar atenção para não escorregar em alguma poça gelada. E aí, de repente, lá estava ela: a Laguna Esmeralda. A cor é difícil de explicar — um verde-azulado leitoso com um brilho estranho vindo do sedimento glacial. Sentamos nas pedras frias para comer nosso almoço na caixa (o meu tinha um sanduíche de presunto e uma maçã), só olhando para aquela água. Tentei falar “Laguna Esmeralda” em espanhol; o Martín riu do meu sotaque, mas disse que eu cheguei mais perto que a maioria.
A volta parecia mais fácil — talvez porque tudo já estava familiar ou porque a gente tinha relaxado depois do almoço juntos. Meus pés estavam molhados e as pernas cansadas, mas eu continuava olhando para trás, querendo uma última visão daquela lagoa antes que ela sumisse de novo entre as árvores.
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